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Investida da base aliada deve fragilizar aliança de Murilo em Dourados

05 setembro 2011 - 13h40
Investida da base aliada deve fragilizar aliança de Murilo em Dourados

Conjuntura On line

Investida dos partidos que hoje integram a base aliada do governador André Puccinelli (PMDB) tende a reduzir a dimensão eleitoral do prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), devido ao interesse de várias candidaturas nas eleições municipais de 2012.


Além dos problemas internos que Murilo enfrenta no PSB, rachado em duas correntes desde sua filiação, o prefeito terá agora de se articular para impedir maior fragmentação da aliança de 15 partidos (DEM-PMDB-PSDB-PR-PDT-PSL-PRB-PSB-PPS-PTB-PV-PP-PTdoB-PRP e PT) pela qual foi eleito para um ‘mandato tampão’ de dois anos após a renúncia do prefeito Ari Artuzi, acusado de corrupção.


A aliança foi firmada durante uma campanha atípica, onde a maioria das lideranças preferiu selar um pacto político a ter de se enfrentar no momento em que o município estava envolto a maior crise institucional desde sua criação.


O acordo permitiu que Murilo enfrentasse candidatos fracos e partidos “nanicos” sem chance de conquistar o poder, como o cabeleireiro José de Araújo (PSOL), o professor de matemática Genival Antônio Valeretto (PMN) e o líder sindical Geraldo Salles (PSDC).


Passado o imbróglio político, partidos como PMDB, DEM, PTB e PRP, todos ligados umbilicalmente ao governador André Puccinelli, já operam para modificar o cenário eleitoral no maior colégio eleitoral do interior de Mato Grosso do Sul.


O PMDB foi o primeiro partido a dar o recado a Murilo, durante reunião da cúpula regional, ocorrida na semana passada em Campo Grande, da qual os deputados federais Marçal Filho e Geraldo Resende saíram convencidos que a ordem do governador é partir para o confronto com o prefeito, que trocou o DEM pelo PSB sob o argumento de que precisava fazer parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff para captar recursos federais para Dourados.


O argumento, no entanto, não convenceu aos dirigentes dos partidos aliados ao governador. O presidente regional do DEM, deputado estadual Zé Teixeira, por exemplo, que durante a convenção do partido, em agosto, havia defendido apoio ao projeto de reeleição de Murilo, declarou na quinta-feira o desejo de disputar a prefeitura de Dourados em 2012.


Zé Teixeira reconheceu que ainda é prematuro discutir sucessão municipal nesse momento, mas deixou claro seu interesse pela disputa eleitoral do ano que vem.


“Vou colocar meu nome à apreciação popular, o cidadão precisa ter opção. Sem falar que a disputa já faz parte do projeto do Democratas, afinal o partido que não almeja o poder não tem porque existir”, afirmou o deputado, em entrevista na Capital, ao programa Noticidade, da 97,9 FM.


Dividido em dois grupos distintos, o PTB também tende apoiar o candidato do PMDB local devido a boa relação do presidente regional da legenda, Ivan Louzada, com André Puccinelli, o qual os trabalhistas ajudaram a reeleger em 2010.


Teoricamente, Louzada tem dito que a instância municipal tem autonomia para selar acordos. No entanto, na prática, não está descartada a possibilidade de intervenção caso os dirigentes locais não sigam orientação da cúpula regional.


Particularmente, o presidente municipal do PTB, João Carneiro, acredita que o grupo caminhará ao lado de Zauith nas próximas eleições.


“O PTB hoje é aliado do prefeito Murilo e vamos trabalhar para manter esta aliança em 2012, por entender que é a melhor opção para Dourados. Acreditamos na administração dele, mas quem vai decidir é a comissão provisória constituída no último mês de agosto. Se houver algum convite ou proposta, a comissão irá analisar”, informou o dirigente.


Questionado se o PTB ocupa cargos na prefeitura, João Carneiro, respondeu positivamente, embora sem dar detalhes acerca das atribuições que coube ao seu grupo político na administração municipal.
“As indicações do PTB em Dourados foram atendidas”, acrescentou o dirigente, filho do ex-deputado estadual Walter Carneiro e secretário-geral do diretório regional do partido e contrário a posição de Louzada, que critica a saída de Murilo do arco de aliança de André Puccinelli para fazer parte de um grupo político liderado pelo PT nacional.


Recém-criado no Estado, o nanico PRP também deve apoiar o candidato do PMDB na sucessão municipal devido à relação de seu presidente regional, Dorival Betini, com Geraldo Resende, de quem é assessor.


APOIO DO PT


O único partido que ensaia continuar na coligação de Murilo é o PT, que no passado era tratado a ferro e fogo pelo prefeito, à época em que atuava na Assembleia e na Câmara dos Deputados.


Sem maiores problemas, os petistas devem reeditar a coligação que elegeu Murilo prefeito e Dinaci Ranzi vice, com aval do senador Delcídio do Amaral e do deputado federal Vander Loubet. Prova disso foi a mais recente declaração do deputado estadual Laerte Tetila (PT) em favor da manutenção da parceria no próximo embate eleitoral.

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