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19 agosto 2011 - 09h16
Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,27% em agosto. O resultado supera a taxa de 0,10% observada em julho. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,48%, mais elevada do que a registrada no mesmo período de 2010, que foi 3,21%.

No período dos últimos 12 meses, o índice tem alta acumulada de 7,10%, também acima da observada nos 12 meses imediatamente anteriores (6,75%). Em agosto de 2010, o IPCA-15 havia ficado em –0,05%.

De acordo com dados divulgados hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as refeições em restaurante, que ficaram 0,92% mais caras, exerceram o principal impacto individual no índice do mês (0,04 ponto percentual).

Com isso, o índice do grupo alimentação e bebidas voltou a subir, passando de queda de 0,39% em julho para 0,21% em agosto. O movimento também foi influenciado pelo feijão-carioca (de –0,73% para 1,21%), arroz (de –1,29% para 0,34%) e pelas carnes (de –1,50% para 0,52%).

Os produtos não alimentícios ficaram em média 0,29% mais caros.

Também pressionaram a taxa de agosto o aluguel residencial (de 0,46% para 1,06%), os eletrodomésticos (de 0,61% para 1,27%), os artigos de vestuário (de 0,15% para 0,68%) e as tarifas dos ônibus interestaduais (de 2,97% para 4,09%).

Os combustíveis ficaram pouco mais caros, passando de –1,17% para 0,01%. Apesar da menor intensidade de alta do etanol (de 1,79% para 1,54%), a gasolina reduziu o ritmo de queda, passando de –1,49% para –0,17%.

Entre os índices regionais, o maior foi o de Brasília (0,44%), em consequência, principalmente, do aumento do aluguel (2,07%) e dos combustíveis (1,77%). Já o mais baixo foi o de Recife, com queda de 0,17%, influenciado pelo menor resultado dos alimentos (-0,66%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 14 de julho a 12 de agosto e comparados aos vigentes de 14 de junho a 13 de julho de 2011. O indicador refere-se às famílias com rendimento de até 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA. A diferença está no período de coleta dos preços.

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