14/11/2017 15h05

Gestores contestam corte da Assistência Social

Ato público aconteceu na manhã desta terça-feira (14), na Praça Antônio João, em Dourados

 

Guilherme Pires

Ao todo, 13 municípios participaram do ato público
(Guilherme Pires). Ao todo, 13 municípios participaram do ato público
(Guilherme Pires).

Contra o corte do orçamento geral da União em até 98%, gestores de Dourados e de outros 12 municípios como Angélica, Caarapó, Deodápolis, Douradina, Glória de Dourados, Itaporã, Ivinhema, Jateí, Maracaju, Rio Brilhante, Vila Vargas e Vicentina, se reuniram na manhã desta terça-feira (14), na Praça Antônio João num ato público, mobilizando também toda a população.

Com cartazes afirmando ‘Assistência Social não é favor, mas Direito’ e palavras de ordem contra o presidente Michel Temer (PMDB), a praça ficou tomada por líderes dos Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Cras (Centro de Referência em Assistência Social), representante do Congemas (Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social) e famílias que recebem apoio desses centros.

Só em Dourados esses prgramas somam nove mil beneficiários e que com o corte, será reduzido para seis mil, como afirmou a secretária Ledi Ferla.

"São dez anos dessa política pública que protege pessoas de risco e vulnerabilidade, crianças e adolescentes, gestantes, idosos e pessoas com deficiência, por isso, a lógica é que a cada ano o orçamento aumente e não diminua, como está sendo proposto", disse a secretária.

Ferla afirmou ainda sobre a conscientização da população em geral. "Esse ato hoje tem também por objetivo, chamar quem está passando pela praça, pela rua e que não sabe do que se trata, é mostrar a importância desses serviços e que esses direitos não podem acabar", disse.

Rio Brilhante

A líder do Suas (Sistema Único de Assistência Social), de Rio Brilhante, Sandra Cóttica, também comentou sobre as famílias que serão prejudicadas, caso haja de fato a redução no orçamento.

"Em Rio Brilhante nós atendemos em torno de seis mil famílias, e essas podem deixar de serem atendidas, visto que o dinheiro repassado é para organizar os trabalhos oferecidos pelo Cras, que lá são três unidades, o Creas e o Serviço de Convênio", afirmou.

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