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Jornalista quer mostrar a participação do MS na II Guerra Mundial

30 setembro 2011 - 14h55Por Fonte: Matéria
“Jornalista quer retratar a história de soldados que saíram do Mato Grosso do Sul para combater os soldados de Hitler”



O jornalista Helton Costa de Dourados/MS que já escreveu um romance sobre a participação do Brasil na II Guerra Mundial agora está em um novo desafio: relatar em um livro reportagem a participação do Mato Grosso do Sul no maior conflito da história da humanidade.

Para isso entrevistou três ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira - FEB que moram em Dourados e dois de Ponta Porã, além de um ex-soldado da Força Aérea Alemã. Mas, o trabalho continua e agora ele está em busca de mais depoimentos em Ponta Porã, Aquidauana e Campo Grande.

“Pouca gente sabe, mas, nosso Estado teve muitos soldados que participaram da luta contra o nazi-fascismo. Há soldados nascidos aqui no Estado e outros que escolheram Mato Grosso do Sul para morar depois da Guerra. Eu calculo que tivemos pelo menos uns 100 soldados de infantaria e cavalaria aqui do MS lutando contra as tropas de Hitler. Sem contar que a sede da nossa Engenharia de Combate era e ainda é em Aquidauana”, explica Helton.

O livro que Helton está escrevendo já tem nome: “Pracinhas do Pantanal: sul-matogrossenses na II Guerra Mundial”. “Estou precisando de contatos desses ex-soldados, porque os únicos que as tem é o Exército, o que acarreta uma burocracia normal às organizações militares, mas, que de certa forma atrasa um pouco a coleta dos dados. Para ajudar com fotos, relatos e entrevistas, é só escrever para h_costa@hotmail.com”, comenta Helton.

Mortos de guerra

“Dez soldados aqui do Estado morreram na guerra. E todos morreram lutando. Teve o caso de um soldado de Porto Murtinho que testava linhas telefônicas quando junto dos demais companheiros foi surpreendido por uma patrulha de 20 alemães. Eles pediram reforço, mas, enquanto ele não vinha tiveram que lutar até a última bala. Quando acabou a munição, ele entrou em luta corporal com o comandante alemão. Os dois morreram”, lembra o jornalista.

A ideia é lançar o livro no mês de maio do ano que vem. Além do contato por e-mail, Helton pode ser encontrado no telefone 8133-6345. Há também um blog sobre o projeto do livro: www.pracinhasdopantanal.wordpress.com.

“O livro não tem fins lucrativos e gostaria de doá-lo à escolas públicas nas cidades onde vivem e viveram esses soldados. Nós sul-matogrossenses pertencemos à um Estado muito jovem e que tem uma história muito rica, que não pode ser esquecida. Minha geração talvez seja a última a ter contato direto com as experiências desses ex-combatentes, afinal, todos já estão muito idosos. Cabe à nós mantermos viva essas memórias para as futuras gerações, de quem lutou contra o nazismo e o fascismo,”, declarou Helton.

FEB

Durante sua ação na Itália, a FEB fez 20.573 prisioneiros, teve 457 mortos (13 oficiais e 444 praças), sofreu 35 prisioneiros, 1.577 feridos em combate, 487 acidentados em ação de combate e 658 acidentados fora das linhas de combate.

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