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REGIÃO

MS caminha para implantar política estadual de apoio à bioeconomia

13 dezembro 2019 - 12h00Por Dourados News

O secretário adjunto da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Ricardo Senna, disse que Mato Grosso do Sul caminha para elaborar e implantar uma política pública de apoio à pesquisa voltada à descoberta de produtos de natureza bioecológicas.

A declaração foi feita durante a abertura do 2º Seminário sobre Bioeconomia, no auditório da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) na quinta-feira (12). O evento reuniu pesquisadores de universidades, fundações e entidades que trabalham com projetos de bioeconomia, além de autoridades convidadas.

Senna traçou um panorama dos programas e ações em vigor, com foco no Programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que tem cinco eixos: Estruturação Produtiva das Cadeias do Extrativismo; Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais; Roteiros da Sociobiodiversidade; Potencialidades da Agrobiodiversidade Brasileira; e Energias Renováveis para a Agricultura Familiar.

O secretário lembrou ainda dos vários conceitos sobre bioeconomia na visão de cada agente econômico. Para o Ministério de Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a bioeconomia está fundamentada nas ciências biológicas e visa o desenvolvimento de produtos, processos e serviços mais sustentáveis. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) enxerga na bioeconomia oportunidade para criação de imensa gama de novos produtos e processos, tais como energia renovável, alimentos funcionais e biofortificados, biopolímeros, novos materiais, medicamentos e cosméticos.

Já a CNI (Confederação Nacional da Indústria) entende por bioeconomia “uma nova fronteira para o desenvolvimento econômico fundada nas possibilidades trazidas pelas ciências biológicas”. Para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a bioeconomia é a ciência da utilização de seres vivos originários de atividades econômicas como agricultura, silvicultura e pesca para, com o emprego de tecnologias de processamento, produzir bens e serviços. Por fim, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) diz que bioeconomia “são aplicações da biotecnologia na produção primária, industrial, no meio ambiente e na saúde”.

“A sugestão que a Semagro faz é definir bioeconomia como a exploração da biodiversidade por meio do uso intensivo da ciência, da tecnologia e da inovação. Não vamos optar por esse ou aquele conceito, exatamente para deixar um leque de oportunidades de investimentos. Essa é a ideia fundamental: continuar fomentando iniciativas e incentivar o empresariado para investir no desenvolvimento de produtos dentro desse paradigma”, frisou.

Programação

Pela manhã de ontem (12) foram feitas três apresentações: “Programa Sebrae Bioeconomia”, pelo analista técnico e coordenador de Agro da entidade, Marcus Rodrigo de Faria. Em seguida, o empreendedor Paulo Reis, da Manioca – Sabores da Amazônia, apresentou o case de desafios e oportunidades em bioeconomia da empresa paraense que fornece ingredientes como tucupi e jambú para os restaurantes de alguns dos principais chefs do país; e por fim o professor Fábio Roque, da UFMS, falou sobre “Os avanços do BIOTA (Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Biodiversidade em Mato Grosso do Sul), realizado pela FINEP/MCTIC, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Semagro.

Na parte da tarde foram realizadas apresentações rápidas por pesquisadores do Estado que compartilharam suas experiências em diversas áreas, desde pesquisas com bocaiúva até produção de carne sustentável. O seminário terminou com a palestra do professor Fabio Martins Ayres, da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), com o tema “Zoneamento Ecológico-Econômico de Campo Grande ZEE CG: Instrumento de ordenamento territorial”.

Participaram da abertura do evento o deputado estadual Renato Câmara, o superintendente de Ciência, Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar da Semagro, Rogério Beretta; o diretor presidente do Imasul, André Borges, entre outras autoridades.

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