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Vazamento de formol em voo de São Paulo a Dourados coloca passageiros em risco

03 dezembro 2015 - 09h30Por Dourados News
Vidros com formol pertencentes a uma mulher acabaram se quebrando durante o voo 9796 da Passaredo Linhas Aéreas que saiu de Guarulhos (SP) com destino a Dourados de terça para quarta-feira (2) colocando em risco todos na aeronave. O produto estava no interior de uma caixa de isopor, é altamente tóxico e também inflamável.

A bagagem estava no porão do ATR-72, localizado atrás da cabine do comando e o problema só foi percebido quando o mesmo pousou na cidade, segundo pessoas que presenciaram a ação.

Conforme apurado pelo Dourados News, os passageiros sentiram o cheiro forte no momento em que se preparavam para pegas as malas, na sala de desembarque. Rapidamente uma equipe da companhia aérea teria solicitado a proprietária que abrisse a caixa, constatando os vidros quebrados.

De acordo com as normas da aviação civil, o formol só pode ser transportado em embalagens especiais, além de ser despachado como carga. O fato poderia ter causado uma tragédia, caso parte do líquido chegasse à cabine do piloto ou até a fuselagem.

O Dourados News entrou em contato com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e recebeu a explicação de que dependendo do tipo e volume de líquido levado, determinados materiais podem ser considerados artigos perigosos para o transporte aéreo. Na situação específica, os ocupantes da aeronave poderiam sofrer com náuseas, ardência nos olhos e garganta.

“Os riscos variam em função da concentração da substância, que pode ser considerada corrosiva ou inflamável. Os comissários de bordo são treinados para diversas situações de perigo, inclusive a exposição às substâncias tóxicas. Os sintomas mais comuns em casos como este são irritações nos olhos, garganta e náuseas”, diz comunicado da agência.

Ainda de acordo com a Anac, informações junto aos envolvidos serão coletadas para se verificar o que de fato aconteceu no voo, porém, a agência irá notificar a companhia aérea formalmente para comprovar se houve, ou não, irregularidades às normas de aviação civil.

Se a infração for comprovada, a empresa poderá ser autuada e multada.

“A empresa aérea tem a obrigação de informar todos os passageiros, no ato do check-in, das substâncias consideradas perigosas para o transporte aéreo e que, por isso, não podem ser transportadas em voos comerciais, sendo eles os responsáveis por suas bagagens. Além disso, antes do embarque, as bagagens de mão são inspecionadas pelos agentes de segurança nos aeroportos, mas nem sempre é possível identificar perigo potencial”, relata a agência.

Diferente do que ocorreu durante o trajeto citado, se após a apuração dos fatos for identificado o passageiro responsável pela ocorrência, ele poderá ser autuado por colocar em risco a segurança dos demais passageiros e ainda arcar com os custos operacionais do operador nos casos de desvio de rota e necessidade de descontaminação da aeronave.

Em nota, a Passaredo Linhas Aéreas disse desconhecer o fato e que não houve ocorrência nas bagagens e cargas do voo que aterrissou em Dourados nesta quarta-feira.

CASO PARECIDO

Em abril deste ano, a Azul Linhas Aéreas foi notificada pela Anac por um caso parecido. Durante o voo 2421, que deixou Belo Horizonte (MG) com destino a Campinas (SP), uma passageira reclamou do líquido derramado em sua mala. O problema só foi descoberto no desembarque.

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