04/10/2013

Medicamentos a base de "dextrometorfano" são apreendidos em Pedro Juan

 
 

Depois que uma criança morreu e outras cinco foram internadas em estado grave em Dourados e na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, com sintomas de intoxicação, em função de terem ingerido um medicamento produzido no Paraguai, o Ministério da Saúde do vizinho país determinou a realização de um mutirão do Serviço de Vigilância Sanitária de Pedro Juan Caballero, para que apreendesse todo e qualquer produto farmacêutico que tenha como princípio ativo o "dextrometorfano".

Mais de três mil frascos e cartelas de medicamentos com diferentes nomes comerciais foram recolhidos. Só numa farmácia a Vigilância Sanitária encontrou mais de 200 produtos com venda proibida no Paraguai. O remédio tem vários nomes comerciais: Mentovick, Tegnogrip Plus, Tegnogrip, Medibron, Bronolex e Bronalar. As vigilâncias sanitárias de Ponta Porã e do Estado de Mato Grosso do Sul também emitiram um alerta para os riscos do xarope com o princípio ativo "dextrometorfano" fabricado no Paraguai.

Para diagnosticar com mais rapidez novos casos de intoxicação pelo mesmo medicamento, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul emitiu um alerta sanitário. A partir de agora, os médicos que atendem nos serviços de emergência devem perguntar a todos os pacientes se eles tomaram nas últimas 48 horas medicação para tosse ou gripe comprada no Paraguai.

As crianças teriam tomado o xarope uma única vez. Segundo a médica infectologista Mariana Croda, as crianças apresentaram dificuldade respiratória, sonolência e ficaram com os lábios roxos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso do Sul, duas crianças estão internadas na UTI de um hospital em Dourados, em estado grave, com insuficiência respiratória.

O Ministério da Saúde do Paraguai proibiu a fabricação desses remédios, mas o controle sobre a venda é difícil. Em Pedro Juan Caballero, medicamentos podem ser encontrados em pequenos mercados, mercearias, padarias, açougues, postos de combustíveis e até ambulantes vendem vários tipos de medicamentos nas ruas.

Segundo Ronaldo Abrão, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso do Sul, "qualquer medicamento vendido no Paraguai, na Bolívia, para entrar no Brasil há uma restrição. É crime. E justamente por causa de uma segurança da saúde das pessoas". Só neste ano, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu nas estradas de Mato Grosso do Sul mais de cem mil unidades de medicamentos vindos do Paraguai.

NO BRASIL

Por outro lado, o Ministério da Saúde do Brasil informa que todos os medicamentos de produção nacional que têm o "dextrometorfano" como princípio ativo são aprovados pela ANVISA e podem ser comercializados livremente, é lógico, com prescrição médica.

-Assessoria

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