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'Ele não fez isso sozinho', diz mãe do suspeito de chacina

'Ele não fez isso sozinho', diz mãe do suspeito de chacina

11 maio 2012 - 15h50
G1


A mãe do principal suspeito da chacina de Doverlândia, Aparecido Souza Alves, Ilda Aparecida de Souza Paes, esteve em Goiânia na quinta-feira (10) para buscar o corpo do filho que deverá ser enterrado em Doverlândia, onde vive a família. Em entrevista à TV Anhanguera, ela disse que tem medo de vingança por parte das famílias das vítimas que morreram degoladas e que a família está muito abalada com os acontecimentos. Para Hilda, o filho teve ajuda para degolar as vítimas da fazenda em Doverlândia. “Isso aí ele não fez sozinho. Uma pessoa sozinha não faz uma tragédia daquelas [chacina de sete pessoas no dia 28 de abril de 2012]”, avalia.

Aparecido Souza Alves, 22 anos, era uma das oito pessoas que morreram na queda do helicóptero da Polícia Civil na terça-feira (7), em Piranhas. As demais vítimas eram policiais. O grupo voltava do município de Doverlândia para Goiânia, onde haviam feito a segunda etapa da reconstituição das mortes da chacina ocorrida em 28 de abril.

A mãe do suspeito, que se refere ao filho como “meu menino”, também cogita a possibilidade de o filho ter sido ameaçado para não falar sobre o envolvimento de outras pessoas na chacina. “Se ele contasse eles o matariam ou a uma pessoa da família. Essas coisas normalmente acontecem”, cogita a mãe.

Ilda afirma que não tinha conhecimento de que o filho pudesse estar envolvido com qualquer coisa errada como drogas ou crimes. Ela também conta que sente dor pelas mortes das vítimas da chacina, da queda do helicóptero e pela perda do filho, mas ressalta que não tem culpa pelos possíveis crimes de Aparecido.
“A gente cria os filhos e depois eles saem pelo mundo. Você não sabe com quem eles estão se envolvendo. O pai e a mãe não têm culpa do que os filhos fazem de errado”, argumenta.

Segundo Ilda, a última vez que ela viu Aparecido foi na Sexta-feira Santa, no dia 6 de abril, quando ele a visitou. “Ele falou que iria ficar uns tempos conosco. Na sexta-feira (27 de abril) ele chegou a Doverlândia e no sábado (28) aconteceu isso [a chacina]”, relata.

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