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Elize e amante de Matsunaga só devem depor no final de janeiro, diz advogado

Elize e amante de Marcos Matsunaga só devem depor no final de janeiro, diz advogado

11 dezembro 2012 - 15h30
Uol



Elize Matsunaga está no Fórum da Barra Funda, na capital paulista, onde iria falar pela primeira vez à Justiça sobre o assassinato de seu marido, Marcos Matsunaga, ocorrido em maio deste ano. Entretanto, ela só deve depor quando a amante do diretor da Yoki, Nathalia Vila Real, também prestar depoimento, no final de janeiro.

"Nathalia está no Estado de SP e não foi intimada. Ela vai comparecer na próxima audiência em 30 janeiro às 13 horas, quando a Elize também vai ser intimada", afirmou o advogado de Nathalia, Roberto Parentoni. Nathalia não foi encontrada em Fortaleza para ser intimada para o depoimento desta terça-feira (11). Segundo o advogado, ele não sabia da audiência de hoje e teria descoberto pela imprensa.

O advogado de defesa Luciano Santoro diz que Elize está ansiosa. "Ela está disposta a responder tudo o que for perguntado". A bacharel em direito chegou ao fórum 9h10 desta terça-feira (11), vinda de Tremembé, onde está presa preventivamente desde o crime.

Nathalia é uma das testemunhas de defesa. Segundo Santoro, ela é uma testemunha importante. "Gostaria de saber mais detalhes que ela ainda não falou. Como, por exemplo, há quanto tempo ela estava com Marcos e mais sobre uma viagem que eles fizeram ao Uruguai", afirmou.

A defesa defende que o crime não foi premeditado, e aposta em homicídio simples com ocultação de cadáver.

Áudio de denúncia por ameaça
Nesta segunda-feira (10), foi divulgado um telefonema de Elize para a Polícia Militar para denunciar uma ameaça feita por Marcos. Santoro afirma que o áudio não é novo, "mas demonstra que ela já vinha sendo ameaçada". "Naquele dia ela teve uma briga com o Marcos, que ameaçou sair de casa. Ela disse então para ele: ‘você precisa virar homem’. Na discussão ele a chamou de louca e disse: ‘vou acabar com você’", conta o advogado de defesa.

Para o promotor José Carlos Cosenzo, o áudio não é uma prova válida da defesa. "Até porque ela não é encontrada depois pela polícia. Ela é advogada e sabia muito bem que não poderia mudar a fechadura como diz no áudio. Ela já estava sendo assessorada por advogados, foi tudo montado", afirma.

Santoro explica que Elize não foi encontrada pela polícia quando foi à sua casa depois da denúncia porque ficou com medo e saiu com a filha.

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