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Gabriela e Dona Flor estarão no desfile da Imperatriz Leopoldinense

Gabriela e Dona Flor estarão no desfile da Imperatriz Leopoldinense

26 janeiro 2012 - 13h40
G1


A escola de samba Imperatriz Leopoldinense, do Grupo Especial do Rio de Janeiro, pede passagem e mergulha no universo do escritor baiano Jorge Amado. Personagens como Gabriela, Perpétua e Dona Flor vão sair das páginas dos livros e ganhar vida na Marquês de Sapucaí, no Centro. A agremiação promete contar a vida de Jorge Amado em 82 minutos de desfile.

Do Pelourinho à lavagem do Bonfim. A verde e branca de Ramos vai levar para a Avenida alguns traços da Bahia, que o autor tanto cita em suas obras, no enredo "Jorge, Amado Jorge", do carnavalesco Max Lopes. Com oito títulos, o último conquistado em 2001 com o enredo "Cana-caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, pernambuco… Quero vê descê o suco na pancada do ganzá!", a Imperatriz vai apostar em alegorias luxuosas e fantasias coloridas para chegar ao lugar mais alto do pódio.

Pelo terceiro ano seguido na verde e branca, o carnavalesco Max Lopes disse que o foco do desfile será a vida de Jorge Amado, desde a sua infância até a chegada dele ao Rio de Janeiro. Sem perder o luxo, uma de suas marcas no carnaval carioca, o carnavalesco afirmou que fará um desfile colorido, com enfoque na religiosidade e festas populares da Bahia.

“Há várias coisinhas que vão acontecer, essa parte do luxo realmente vai ter, mas o principal de tudo é o colorido que é exacerbado. Eu extrapolei um pouco na minha condição de mago das cores e venho com um desfile muito colorido, a alegria da comunidade, e o samba, que é muito carnavalizado e forte. Eu acho que são os requisitos principais”, disse o carnavalesco.

Terceira escola a desfilar no domingo (19), com previsão de entrada na Sapucaí entre 23h10 e 23h44, a Imperatriz vai levar sete carros alegóricos, 30 alas e 3,5 mil componentes para a Avenida. Sinônimo de beleza, glamour e classe do carnaval carioca, a rainha Luiza Brunet virá de baiana à frente da bateria comandada pelo mestre Márcio (Noca). A musa completará neste ano 17 anos de reinado na verde e branco.

Símbolo da escola virá no abre-alas
A coroa, símbolo da agremiação, virá prateada no abre-alas da escola, que vai falar sobre a religiosidade. De acordo com Max Lopes, o primeiro setor fará uma alusão aos orixás. A alegoria será acoplada e vai trazer uma grande escultura de Iemanjá, a rainha do mar, puxando a coroa de Oxalá, que, segundo o carnavalesco, é considerado o pai da Bahia.

“A gente começa o nosso desfile com a coroa de Oxalá, que é o símbolo da escola, no mar de Iemanjá. Então, já começamos com o branco total. Teremos ainda a parte religiosa de Jorge Amado, aonde ele foi eleito um dos Obás de Xangô. Então a gente faz uma homenagem a Obá, que ele era de Xangô, e à Mãe Menininha do Gantois”, explicou Max Lopes.

Uma das alegorias que prometem chamar a atenção é a que vai representar a lavagem do Bonfim. De acordo com o carnavalesco, o carro vai trazer uma réplica da igreja baiana e suas famosas escadarias. De alfazema e vassouras na mãos, componentes vão representar a tradicional festa. Max explicou que, desde pequeno, Jorge Amado participava da lavagem.

Mistura de carnavais
O enredo também fará referência ao carnaval baiano e outros eventos populares no estado. A literatura estará representada em uma das alegorias. Segundo o carnavalesco Max Lopes, o carro vai trazer uma grande cama com as esculturas de Dona Flor e seus dois maridos, em menção à obra, e no alto, será possível ver a famosa cena de Gabriela subindo num telhado.

O papel de Gabriela ficará sob a responsabilidade da atriz Desirée Oliveira.

“A Desirré é perfeita para reviver memorável cena de Sônia Braga subindo de vestido em um telhado. Eu tento reunir neste carro as principais obras de Jorge Amada. Quincas Berro d’água, Capitães da Areia, Dona Flor, Gabriela, Tieta, entre outros. Tenho certeza que vai emocionar”, contou Max Lopes.

Para encerrar o desfile, nada melhor do que um dos maiores símbolos baianos, o Pelourinho. A alegoria vai trazer as ladeiras e casarões num clima de comemoração. “Na Bahia tudo acaba em festa. Como um carnaval que fala da Bahia tudo acaba em festa. Então, grupos como o Ilê Aiyê, Oludum e Filhos de Gandhi, estarão na parte final desse desfile”, adiantou Max Lopes.

Max Lopes não quis dar detalhes sobre as fantasias do casal de mestre-sala e porta-bandeira Phelipe Lemos e Rafaela Teodoro. O samba-enredo "Jorge, Amado Jorge", de autoria de Jeferson Lima, Ribamar, Alexandre D'Mendes, Cristovão Luiz e Tuninho Professor, mais uma vez será interpretado por Dominguinhos do Estácio.

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