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SETEMBRO VERDE

A esperança que se renova em um gesto de solidariedade

13 setembro 2021 - 12h00Por SESMS

No mês de conscientização sobre a doações de órgãos e tecidos, o ‘Setembro Verde’ surge em alusão ao Dia Nacional do Doador de Órgãos, comemorado no dia 27 de setembro. Em Mato Grosso do Sul, 428 pessoas estão na fila de espera aguardando por um transplante de órgãos, sendo 277 pacientes à espera por uma córnea,147 por um rim e quatro por um transplante de coração.

Segundo levantamento realizado de janeiro a agosto de 2020 e 2021, pela Secretaria de Estado de Saúde, houve redução nos transplantes de coração e de rim no Estado. Em 2020, foram realizados três procedimentos e neste ano, apenas um. Quanto aos transplantes de rim, no ano passado foram realizados 17 procedimentos e neste ano chegaram a sete. O transplante de córnea foi maior realizado neste ano em relação a 2020, foram 91 procedimentos contra 80 do ano passado.

Para o Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, o Estado tem oferecido todo o apoio para o desenvolvimento de políticas para captação de órgãos e de transplantes. “Queremos aprimorar ainda mais este sistema e oferecer maior qualidade de vida a estes pacientes, que por muitas vezes, acabam aguardando por muito tempo um transplante. Nós queremos melhorar todos esses instrumentos oferecidos pela Secretaria”.

Como novidade, a Secretaria de Estado de Saúde e o Hospital Adventista do Pênfigo de Campo Grande iniciaram tratativas neste ano para a viabilidade da implantação do serviço de transplante renal e hepático em Mato Grosso do Sul. Objetivo é tornar o Estado referência em transplante de fígado e no tratamento a pacientes com doenças hepáticas.

O médico-cirurgião do aparelho digestivo, especialista em transplante de fígado, Gustavo Alves Rapassi – que está à frente do projeto em Mato Grosso do Sul – afirma que o principal desafio será a criação de um Centro Especializado em Hepatologia para o cuidado com o paciente portador de doença crônica do fígado. “O desafio será implantar a cultura que o paciente hepatopata crônico pode ser tratado de forma curativa e retornar às suas atividades de rotina no próprio Estado”.

Setembro Verde

A campanha deste ano chama atenção para um diálogo franco e aberto, entre o doador e a sua família, para que manifeste de forma clara e objetiva, a sua vontade à doação. A coordenadora estadual da Central de Transplantes da SES, Claire Miozzo, fala sobre a importância de manter essa conversa e que as pessoas entendam sobre a necessidade de se tornarem doadoras.

“As pessoas não conversam sobre a doação de órgãos e tecidos, quando morrem, cabe a família autorizar a doação. Durante a acolhida entrevistamos o familiar e damos o direito de a família decidir pela doação. Muitas vezes, quando dizem ‘não’, a maioria é porque desconhece a vontade de quem foi a óbito. Se isso for deixado claro em vida com a família, ela vai autorizar”, explica a coordenadora.

Corrida contra o tempo

O serviço de acolhimento é feito por pessoas treinadas, que passam por capacitações da Central de Transplantes, a fim da família entender todo o processo de morte encefálica e o direito de autorizar ou não, a de doação órgãos e tecidos.

“É muito importante que a família não tenha nenhuma dúvida de todo o processo. A família tem que ser acolhida desde o princípio: desde a chegada do familiar ao hospital; quando o médico abrir o protocolo de morte encefálica, a família tem que ser avisada; e o direito de acompanhar todo o processo para que não se tenha dúvida na hora da entrevista e autorização da doação”, pontua Claire.

Assim, uma vez, confirmada a morte do doador, inicia-se uma corrida contra o tempo que envolve dois clínicos diferentes para confirmar o óbito, constatações de compatibilidade e contato com a família para oferecer o direito à doação. A partir daí acontece a sorologia, retirada e implante.

Quando se trata de transplante, muitos dos órgãos precisam ser remetidos a outros locais para realização das cirurgias. O procedimento varia de acordo com a complexidade e da compatibilidade. As ações têm que acontecer de forma rápida. O transplante de um coração deve acontecer em até quatro horas. De fígado, em 12 horas. De pulmão deve ser realizado dentro de quatro horas e o de rim em até 24 horas. No caso das córneas podem ser transplantadas em até 14 dias.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Central Estadual de Transplantes, conta com apoio da rede pública e privada para fazer os transplantes em Mato Grosso do Sul. Os hospitais de Campo Grande por exemplo, são responsáveis por diversos transplantes de órgãos. A Santa Casa realiza o transplante de coração, rim e córnea; o da Unimed, o transplante de rins, tecido músculo esquelético (osso); o da Cassems procede o transplante de coração; São Julião, de córneas, sendo o maior nesta especialidade no Sistema Único de Saúde (SUS). As clínicas particulares da Capital e os municípios de Três Lagoas e Dourados também realizam transplantes de córneas.

 

 

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