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Polícia

Atendimento diferenciado para parente de enfermeira do HR, revolta pacientes

Após aguardar cerca de 2h30 para serem atendidos, pacientes presenciaram o sobrinho de uma enfermeira ter atendimento acelerado, por estar com febre e dor de garganta

26 dezembro 2014 - 12h02Por Fonte: novanews
No início da noite desta quarta-feira (24), uma mulher de 33 anos, entrou em contato com o Nova News, para denunciar um fato ocorrido no atendimento do Hospital Regional Francisco Dantas Maniçoba, em Nova Andradina. Segundo a mulher, ela e sua filha, uma menina de 08 anos, chegaram na unidade por volta das 16h30. Ela contou que procurou o atendimento devido a uma forte febre que a menina sentia.

A denunciante conta que a paciente passou por uma triagem e foi encaminhada para uma sala onde estavam mais quatro pacientes, que segundo ela passaram pela mesma triagem e aguardavam atendimento médico. Ela relatou que após cerca de duas horas esperando, chegou uma criança que aparentemente apresentava os mesmos sintomas que sua filha estava sentindo, forte febre.Nas palavras da mulher, a criança teria sido recepcionada por uma enfermeira que realizou sua triagem e a levou direto para a sala do médico, sem antes passar pela sala de espera, assim como todos os que aguardavam atendimento haviam feito. “A enfermeira simplesmente recebeu a criança, fez a triagem e a levou até a sala do médico dizendo, ‘Doutor, esse aqui é meu sobrinho, ele esta com febre e dor de garganta‘”, disse a denunciante.

Após presenciar a cena, mulher disse que se dirigiu até a recepção e indagou a recepcionista por que a criança havia sido passada na frente de todos os pacientes, e de acordo com ela, a servidora não soube responder. De volta a sala de espera, a mulher teria perguntado a própria enfermeira qual foi o motivo do atendimento da criança ter sido acelerado, uma vez que havia pessoas que esperavam há mais de 2h30 pelo mesmo atendimento.

Segundo a denunciante a enfermeira teria dito que o garoto estava com febre e por isso ele precisou ser atendido primeiro. Em resposta a mãe da menina, disse que sua filha também estava com febre, e as outras quatro pessoas que aguardavam na sala também estavam com suas enfermidades e precisavam ser respeitados. Ao dizer que registraria uma denúncia na Secretária Municipal de Saúde, e no próprio hospital, a enfermeira teria dito que a mulher não precisava ir até a secretaria, ela poderia fazer a denuncia e colocar na caixa de sugestões do HR.

O Nova News ouviu também um pai de uma criança que aguardava atendimento, segundo ele, a atitude da enfermeira causou revolta entre os pacientes que esperavam para ser atendidos. “Eu não ligo de passar alguém na frente, desde que esteja realmente precisando de atendimento, e todos nós vimos que a criança que ela agilizou o atendimento diferenciado, podia aguardar como todos nós estávamos fazendo”, disse ele.

O homem falou que a espera foi muito demorada, mas, a atendente já havia explicado que o turno estava sendo trocado, e por isso iria haver um atraso. O que segundo ele foi acatado por todos. “Nós estávamos esperado pelo atendimento desde as 16h, e só fomos atendidos por volta das 18h30, mas o que revolta é ver que fomos desrespeitados e ainda fomos tratados como se a gente fosse os errados”, desabafou.

Outro lado

Na manhã desta quinta-feira (25), o Nova News entrou em contato com a direção do Hospital Regional, que informou que iria realizar os levantamentos necessários para apurar o que realmente havia ocorrido e dai então, emitir um parecer sobre o ocorrido.

O retorno ao site foi feito durante a manhã desta sexta-feira (26), onde a direção informou que em contato com a enfermeira citada na reportagem, a mesma declarou que não houve nenhum tipo de atendimento diferenciado a nenhum paciente, muito menos a parente dela. Segundo a servidora, a criança chegou na unidade com febre necessitando de atendimento. De acordo com a direção da unidade hospitalar, tudo esta registrado no HR.

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