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Polícia mantém prisão de empresário pontaporanense sob sigilo

Cláudio Rodrigues foi preso 2ª feira e levado para a capital do Estado acusado de crime

03 maio 2012 - 08h37
Jornal Regional

Pelo menos até ontem, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul não havia emitido qualquer nota oficial sobre a prisão do empresário Cláudio Rodrigues de Oliveira, o ´Claudinho Rodrigues´, presidente licenciado do PC do B em Ponta Porã e empresário no setor de combustíveis e sonorização.

Claudinho foi recolhido por agentes no final da tarde da última segunda-feira (30) quando foi preso por policiais diretamente de Campo Grande.

Ontem, o jornal Correio do Estado trouxe material publicado em sua edição informando que o empresário foi preso acusado do assassinato de Daniel Alvarez Georges, 42 anos, filho do também empresário Fahd Jamil. Conforme o jornal da capital, outra acusação que estaria recaindo sobre Claúdio seria a morte do jornalista Paulo Rocaro. Pelo menos até ontem, ainda não havia informações oficiais sobre o assunto, mas, ainda haveria uma terceira pessoa que teria sido morta a mando do acusado.

´Quebra-cabeças´

As acusações contra Claúdio sugerem peças como de um “quebra-cabeças”. No dia em que Paulo Rocaro morreu, havia saído de uma reunião com integrantes do PT, na casa do amigo pessoal e ex-prefeito de Ponta Porã, Wagner Piantoni, o que a polícia pode estar supondo ser uma pista de que alguém no recinto teria avisado os executores da saída do jornalista, conforme apurado junto a fontes da própria polícia. Depois, quando o policial César Magalhães foi morto, aos mesmos moldes de Rocaro, com dois homens em uma moto e com vários tiros.

Talvez prevendo que pudesse ser acusado, Claudinho Rodrigues concedeu entrevista ao JORNAL REGIONAL adiantando que o acusariam dos crimes, mas, que na verdade quem estava em risco de morte era ele, que negou todos os crimes. Na época ele disse que “não tinha motivos para assassinar ele [Paulo Rocaro] ou quem quer que seja, pois sou um pai de família, trabalhador, tenho empresas, emprego dezenas de pessoas, cumpro com todas minhas obrigações, então não sei qual motivo de estarem colocando meu nome nesse caso”, disse se referindo às acusações sobre a morte do jornalista.

“Estávamos em uma disputa política interna no PT, disputa esta que ainda perdura, pois minha esposa é pré-candidata a prefeita e o Paulo Rocaro defendia o nome do ex-prefeito Vagner Piantoni. Mas essa disputa era no campo político, nunca brigamos como dizem por aí, falam até que eu e o jornalista trocamos socos em uma padaria bastante freqüentada no centro da cidade. Isso é a mais pura mentira. Eu e o Paulo realmente nos encontrávamos nessa padaria quase que diariamente, mas casualmente, quando conversávamos sobre tudo um pouco. Ele defendia suas teses, tinha ideal, era filiado do PT e sempre disse que apoiava o seu amigo particular Vagner Piantoni para ser novamente o candidato a prefeito nas eleições deste ano.

Mas, independente disso, eu e ele tínhamos uma convivência harmônica, pacifica sem nunca um ter levantado a voz para o outro”, afirmou na época Cláudio Rodrigues.

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