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Autoridades debateram ações que visam proteger as mulheres vítimas da violência doméstica.

Autoridades debateram ações que visam proteger as mulheres vítimas da violência doméstica.

08 fevereiro 2012 - 09h18
Divulgação (TP)

As mulheres de Ponta Porã passaram a contar com um importante instrumento na luta contra a violência doméstica: o Centro de Atenção à Mulher.

A Casa, estabelecida na Rua Tiradentes, N° 1559, foi instalada através de uma parceria da Prefeitura de Ponta Porã com o Governo do Estado. Nela, trabalha uma equipe de profissionais capacitadas para atender às vítimas de violência e que precisam de proteção e encaminhamento para os órgãos que formam uma rede visando impedir que as mulheres possam continuar sofrendo agressões tanto físicas quanto morais.

Nesta terça-feira pela manhã, a coordenadora do Centro, a assistente social Luzia Silva, abriu as portas da casa para promover uma reunião envolvendo representantes dos órgãos públicos ligados à proteção às mulheres vítimas de violência. Estiveram presentes, o secretário municipal de Governo e Comunicação, Leo Derzi, que representou o prefeito Flávio Kayatt, o presidente da Câmara Municipal, Dario Honorio, a Promotora Dra. Clarissa Carloto Torres, a Defensora Dra. Patrícia Feitosa de Lima e a titular da Delegacia da Mulher, Dra. Sônia Maria de Andrade


O secretário municipal de Governo e Comunicação, Leo Derzi, elogiou a disposição da equipe que trabalha no Centro: “trata-se de um grupo de profissionais jovens, empolgados, com muita vontade de trabalhar na defesa dos interesses das mulheres que são vitimas de violência”, afirmou.

Ele assegurou que a Prefeitura de Ponta Porã vai manter a parceria com o Governo do Estado para que o Centro de Atenção à Mulher possa ter plenas condições de funcionamento. Inclusive disponibilizou a estrutura da administração municipal para que seja feita uma divulgação do trabalho da instituição. Desta forma, será possível proporcionar maior visibilidade para o Centro de Atenção à Mulher o que contribuiria para facilitar a busca por ajuda por parte das vítimas de violência.

O presidente da Câmara Municipal, Dario Honorio, também participou da reunião de trabalho e colocou o Poder Legislativo Municipal à disposição de todos os órgãos que atuam na defesa dos interesses da mulher: “nossas portas estão abertas. Inclusive já estamos acertando a participação da Luzia Silva numa de nossas sessões para utilizar o espaço da Tribuna Livre e apresentar esta casa para a comunidade”, frisou Dario.

A Promotora de Justiça, Dra. Clarissa Carloto Torres, enalteceu a criação do Centrod e Atenção à Mulher. “É uma grande vitória para as mulheres de Ponta Porã. Temos conhecimento de que muitas vítimas de violência doméstica acabam não dando sequência ao processo porque não encontra apoio, amparo e não vê perspectiva de melhora de vida. A instalação desta casa, que passa a fazer parte de uma rede de proteção às vítimas da violência, vai ajudar a reverter esta situação, promovendo o resgate da auto-estima das mulheres, dando o suporte para que elas deixem de ser alvo da violência e possam mudar de vida”.

A Defensora Pública, Dra. PatrÍcia Feitosa de Lima, também colocou-se à disposição dos segmentos que formam a rede de proteção às mulheres vítimas da violência doméstica para incrementar os trabalhos na cidade.

Por sua vez, a delegada titular da Delegacia da Mulher, Sônia Maria de Andrade, aproveitou a oportunidade para dizer que a delegacia está instalada num prédio que possui todas as condições dignas para atender as vítimas da violência. Ela destacou a parceria com órgãos ligados aos setores da Saúde, Educação e Assistência Social, visando prevenir, mas também atender às mulheres envolvidas em casos de violência doméstica.

A delegada citou um exemplo: “geralmente a mulher que apanha do companheiro não quer levar adiante uma queixa que resulta em processo na esfera judicial. Diz que o companheiro é bom, mas que fica violento toda vez que bebe. O problema é que existem maridos que bebem todo dia e, assim, passam a praticar atos de violência que atingem não apenas as mulheres mas também toda a família. Nestes casos, encaminhamos o homem para o CAPS da Secretaria Municipal de Saúde para que ele faça um tratamento visando deixar o vício do consumo de bebida alcoólica”.

Luzia Silva agradeceu à presença dos representantes das instituições que formam a rede de proteção à mulher e convidou todos para desenvolver campanhas de prevenção à violência. A primeira deverá ser desenvolvida na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

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