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Vigilância em Saúde esclarece mortes de crianças

Vigilância em Saúde esclarece mortes de crianças

28 setembro 2013 - 07h30
Divulgação (TP)

O setor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de informou nesta sexta-feira, dia 27, que duas crianças que morreram em Ponta Porã, segundo as mães, não ingeriram nenhum tipo de medicamento adquirido no Paraguai. O esclarecimento se faz necessário em virtude de boatos que circulam na fronteira.

Segundo a responsável pelo setor, a primeira criança, um menino de 1 ano e 10 meses já chegou morta ao Hospital Regional de Ponta Porã. Ela morreu em decorrência de insuficiência respiratória aguda, broncopneumonia aguda, crise asmática aguda e morreu na casa dos pais. A mãe disse que a criança não tomou nenhum medicamento do Paraguai.

A outra vítima é um bebê de 1 ano e 2 meses, que chegou em estado grave no Hospital Regional e que morreu em virtude de distúrbio de coagulação e infecção generalizada.

A Vigilância em Saúde de Ponta Porã também ressaltou que outras três crianças estão sendo tratadas no município e que essas sim tomaram medicamento adquirido no Paraguai. Os casos não são de pessoas da mesma família e conforme as mães, as reações apareceram após o uso do medicamento Mento Vick.

As mortes das crianças mobilizaram as autoridades da área da saúde de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Nesta sexta-feira, as autoridades mantiveram reunião para que sejam tomadas medidas de precaução sobre o uso de medicamentos.

PROÍBIÇÃO

O Ministério da Saúde e Bem Estar Social do Paraguai emitiu nota quinta-feira, dia 26, alertando para o uso de medicamento com princípio ativo de Dextrometorfan Bromhidrato (Mento Vick), que estaria provocando fortes efeitos colaterais em crianças. O alerta foi feito em rede nacional e focou a região de fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, onde muitas crianças estariam utilizando este tipo de medicamento e que teriam provocado fortes reações.

Conforme a nota divulgada pelo Ministério da Saúde do Paraguai e que foi elaborada pela Vigilância Sanitária Nacional, os medicamentos com esse princípio estão proibidos de serem comercializados no país. As crianças que ingeriram o medicamento apresentaram sintomas intoxicação, dificuldades respiratórias, sonolência e apresentaram também cianose (coloração azul-arroxeada da pele).

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