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Na final, ídolos do Águia Negra se despedem do futebol

Na final, ídolos do Águia Negra se despedem do futebol

09 maio 2012 - 07h45Por Assessoria/Ec Águia Negra
A partida entre Águia Negra e Naviraiense nesta quarta-feira que vai definir o Campeonato Estadual do MS na temporada 2012 por si só já é histórica para o time de Rio Brilhante que busca seu segundo título. Mas a despedida do futebol profissional de dois jogadores do atual elenco mexe ainda mais com a torcida rubro-negra, que os tem como ídolos . O volante e capitão Sidiclei e o goleiro Cícero fazem a última competição como jogadores profissionais e, após o apito final do árbitro Luiz Aparecido da Silva, seguem novos rumos. O jogo final do Estadual acontece no Estádio Ninho da Águia com transmissão pela TV Morena para todo o Estado.

Titular nas duas últimas temporadas, Sidiclei, 39 anos, já tinha a decisão de encerrar a carreira como jogador após o termino do campeonato quando assinou o vínculo para 2012. O destino do atleta vem sendo traçado há alguns anos, quando retornou do futebol japonês, onde construiu uma trajetória vitoriosa de 13 anos. A ideia é trocar os gramados pelo banco e iniciar um trabalho com treinador, primeiro pelas categorias de base no Japão. “Ainda não se vou logo após o campeonato ou em 2013, mas está hora de trocar de lugar”, disse no começo do ano.

A possibilidade de disputar duas competições nacionais em 2013 porém, mexe com a cabeça do jogador. O Águia Negra já está classificado para a Copa do Brasil e, se for campeão, disputa também a Série D do Campeonato Brasileiro, o que poderia atrasar a aposentadoria em mais um ano. “É uma possibilidade, mas remota. Após o campeonato devo resolver essa volta ao Japão como técnico. Se não acontecer, podemos conversar à respeito com a diretoria do Águia Negra. Até porque Rio Brilhante é uma cidade que acolheu a mim e minha família muito bem”, afirmou.

Paranaense de Cascavel, Sidiclei despontou no futebol na cidade natal de onde saiu para o Matsubara de Cambará, depois para o Atlético-PR e, logo em seguida, foi jogar no futebol japonês. Em 13 anos, defendeu as equipes do Yamagata, Kyoto, Oita, Vissel Cobe e Gambá Osaka. Voltou em 2009 para defender o Marcílio Dias-SC e voltou ao Cascavel em 2011, de onde saiu para jogar no Águia Negra.
Único dono

Aos 32 anos, o goleiro Cícero poderia seguir o exemplo de Sidiclei e continuar no futebol profissional por mais alguns anos, mas a dupla jornada exercida pelo atleta impede a continuidade. Mecânico de colhedora de cana e funcionário da Usina ETH na unidade de Santa Luzia em Nova Alvorada do Sul, Cícero dorme em média três horas diárias para cumprir a jornada de trabalho à noite e os treinos durante o dia. “O corpo está sentindo, já não dá mais”, afirmou.

Natural de Coronel Sapucaia e morador de Rio Brilhante desde os 11 anos de idade, a história de Cícero no Águia Negra, seu único clube como jogador profissional, começou em 2001, ainda na Série B. Com o título daquele ano, disputou a primeira divisão em 2002, mas a carreira teve um hiato nos dois anos seguintes. “Na época já trabalhava e não teve como conciliar as duas atividades, então o futebol ficou de lado”. A volta foi em 2005 e daí em diante sempre esteve no elenco do clube.

Títular até 2010, foram mais de 100 jogos com a camisa do Águia Negra. Nos últimos dois anos, tem passado sua experiência aos goleiros Fanini, 24 anos, titular em 2011 e no início deste ano, e Edmar, 21 anos, atual dono da camisa 1. “O Cícero é um referência não apenas para os goleiros, mas para todo o grupo de um jogador com postura profissional, compromisso e sentimento pelo clube e com certeza vai ficar marcado na história do Águia Negra”, disse o técnico Cláudio Roberto.

Além do título na Série B em 2001, Cícero esteve presente na maior conquista do clube, o Campeonato Estadual em 2007. Além disso, defendeu o time na Série C do Campeonato Brasileiro de 2007 e na Copa do Brasil de 2008 quando o Águia enfrentou o Paranavaí, então campeão paranaense. Em Rio Brilhante o jogo terminou 3 a 3 e na volta, o clube paranaense ficou com a vaga ao vencer por 4 a 3.

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