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São Paulo comemora o titulo da Sul-Americana junto com a sua torcida

Rogério Ceni celebra título inédito e lamenta postura do Tigre: "Não quiseram jogar bola"

13 dezembro 2012 - 11h05
UOL

Nesta quarta-feira, o São Paulo se sagrou campeão da Sul-Americana depois que o Tigre, que perdia a final por 2 a 0, se negou a voltar para o segundo tempo. Capitão do tricolor, Rogério Ceni lamentou a postura do time adversário, mas se mostrou feliz pela conquista do campeonato.

“Fico feliz por um título que eu não tinha. Mas eles não quiseram jogar bola, preferiram ficar no vestiário a voltar para campo e enfrentar o que tinha que enfrentar”, disse Ceni, em entrevista à TV Globo.

“Não sei o que aconteceu lá dentro (do vestiário do Tigre), não sei o que houve realmente. Dentro de campo houve discussão, mas nós estávamos aqui para o futebol mesmo”, completou o goleiro.

Após conquistar o título sul-americano, Ceni afirmou que acredita que o time ainda precisa melhorar para a Libertadores de 2013 e lembrou do "fator Lucas", que, segundo o goleiro, fará falta na equipe são-paulina.

“É um final que, devido ao segundo semestre se tornou fantástico. Acho que primeiro pela recuperação de vários jogadores machucados na época e o ambiente melhorou. Eu acho que tem o fator Lucas, o fator Lucas que foi muito importante. Acho que agora sem ele nós precisamos repensar a maneira de jogar. Eu espero que essa conquista não nos iluda, não se acomode. Acho que a gente tem de evoluir um pouco mais para conquistar um título”, declarou à Fox Sports.

O último jogo do meia-atacante Lucas com a camisa do São Paulo teve um roteiro digno de cinema. Com gol e assistência, o camisa 7 foi decisivo na conquista do título da Sul-Americana. Principal destaque do Tricolor, ele foi perseguido pelos marcadores do Tigre a tal ponto que teve que deixar o gramado sangrando para ser atendido no primeiro tempo.

Lucas ‘matou’ o jogo a favor do São Paulo ainda na etapa inicial. O meia-atacante mostrou muita habilidade ao dominar a bola no lance do primeiro gol do Tricolor e só teve o trabalho de tirar a bola do goleiro do Tigre e sair para o abraço da torcida. E chorar, como tem sido praxe nos seus últimos dias como jogador do time paulista.

No segundo gol, mais uma vez Lucas mostrou que era o protagonista da partida. Ele arrancou pelo meio e deu um passe com categoria para Osvaldo, que só tocou por cima de Albil e praticamente definiu a fatura para o São Paulo.

Mas nem tudo foram flores para Lucas. O camisa 7 mais uma vez sofreu com a marcação violenta dos rivais. As agressões foram tantas que ele teve que sair do gramado ao levar uma cotovelada de Orban, que lhe tirou muito sangue, e colocar muito algodão na região.

Lucas recebeu uma bolada de Díaz quando o jogo estava parado e o camisa 7 do São Paulo estava de costas para o lance. Mias uma vez, o são-paulino não caiu na provocação dos rivais.

Lucas, porém, não conseguiu se controlar na saída para o intervalo, quando os jogadores do Tigre partiram para tirar satisfação dele e uma confusão generalizada se iniciou. No meio do furacão, ele reclamou da violência dos rivais mostrando o algodão que teve que colocar.

A tempestade, porém, foi passageira. Lucas logo pôde comemorar seu primeiro título com a camisa do São Paulo, coroar a sua despedida perfeita com status de ídolo e enfim poder ir para Paris em paz com sua consciência e marcado na história do Tricolor.

"Foi muito especial, é a despedida perfeita. Sou muito grato pelo que passei no São Paulo, e não queria deixar o clube sem um título. Graças a Deus eu consegui”, celebrou o jogador.

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