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Agricultura familiar é a nova forma de renda de produtores rurais em Aral Moreira

16 novembro 2011 - 17h40
Divulgação (TP)

O desenvolvimento profissional depende de muitos fatores, dentre eles, a união de indivíduos com o mesmo objetivo. Essa forma de crescimento vem sendo utilizada por moradores do agrupamento Santa Catarina, na cidade de Aral Moreira há quase um mês, quando começaram na prática da agricultura familiar. Antes do cultivo em grupo, os moradores daquela localidade sobreviviam da venda de produção isolada, como compotas de doces e criação de aves.

O agrupamento Santa Catarina segue os passos dos moradores da Agrovila – Vila Nova na cidade de Dourados, que começaram a produção da agricultura familiar há três anos e atualmente produzem para supermercados locais e também para o Programa Mesa Brasil, que trabalha com a redistribuição de alimentos excedentes e ainda próprios para o consumo a famílias carentes do Estado.

Em Dourados, 40 produtores e 80 associados somam 30 toneladas produzidas por mês, entre hortaliças, frutas e legumes. A novidade é a inclusão da agricultura de produtos orgânicos e a expectativa, segundo o analista técnico do Sebrae, Vamilton Furtado dos Santos, é que estes produtos cheguem às prateleiras dos supermercados regionais até o ano que vem.” Em Mato Grosso do Sul, ainda não há venda de produtos orgânicos oriundos do próprio Estado. Vamos ver como será a aceitação por parte dos consumidores”, relatou Vamilton.

Todo esse desenvolvimento da Agrovila de Dourados vai ser acompanhado de perto pelos moradores do assentamento de Aral Moreira, durante visita programada para o dia 23 de novembro, que servirá como experiência aos iniciantes. “É um processo de sensibilização para mostrar que o cooperativismo pode dar certo. Lá, os moradores do agrupamento Santa Catarina terão acesso ao trabalho de orientação e conhecimento de novas tecnologias de produção”, destaca Vamilton. A visita faz parte do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Econômico dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Prolocal).



Armando Scheerlemanski é um dos produtores rurais da Agrovila em Dourados. Segundo ele, o cooperativismo no local aumentou a renda familiar e devolveu a dignidade aos produtores e associados. “Antes nós vendíamos produção isolada, mas crescemos muito com a agricultura familiar e agora com produtos orgânicos”, declara Armando, que acrescenta “para tudo isso tivemos muita ajuda do Sebrae, que nos deu a oportunidade de participar de palestras e nos orientou na preparação e manejo do solo”, finalizou.





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