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Bancos privados devem baixar taxas

11 maio 2012 - 09h00Por Estadão
Os principais bancos privados do País devem seguir os passos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e reduzir, nas próximas semanas, as taxas de administração e/ou a aplicação mínima dos fundos de investimento de varejo. Os quatro maiores do segmento - Itaú, Bradesco, Santander e HSBC - informaram que estão estudando o assunto.

Se os estudos se transformarem mesmo em ações práticas, as instituições vão seguir um padrão que tem prevalecido de 2008 para cá. Os bancos diminuem as taxas de administração basicamente quando o juro básico da economia (Selic) cai para níveis historicamente baixos.

É o que revela um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), obtido com exclusividade pelo Estado. O trabalho mostra que 2009 foi o ano em que houve mais reduções das taxas de administração e também do valor mínimo de aplicação em fundos. Por causa do agravamento da crise internacional, 2009 foi o período em que a taxa Selic caiu a seu nível mais baixo: 8,75%.

Hoje, o juro básico está em 9%, mas, no mercado financeiro, acredita-se que cairá ainda mais nos próximos meses. Os economistas do Itaú, por exemplo, diminuíram ontem a estimativa para a Selic no fim ano para 7,75%, em comparação com 8,5% antes.

O levantamento da Anbima mostra também que as mudanças nos fundos são concentradas nas categorias mais populares entre os brasileiros: DI e renda fixa. São também as duas categorias mais afetadas pelo vaivém na taxa básica de juros, uma vez que suas carteiras são compostas, fundamentalmente, por títulos públicos que seguem a Selic.

Mudanças. Em 2009, 28 fundos DI tiveram o tíquete de entrada (ou seja, aplicação mínima) reduzido. Em 2008, haviam sido nove; em 2010, foram oito; e, no ano passado, apenas dois. Em 2012, nenhum fundo havia sofrido alteração até o fim de março, período que o levantamento abrange.

Em termos de redução de taxa de administração, cinco fundos foram contemplados em 2009, ante nenhum no ano anterior. Em 2010 e 2011, foram cinco reduções em cada ano. Até março deste ano, apenas um.

No caso dos fundos de renda fixa, os números são parecidos. O tíquete mínimo baixou para 29 fundos em 2009, contra apenas 9 em 2008, sete em 2010, dois em 2011 e dois até março deste ano.

Nas taxas de administração, as mudanças se concentraram em 2008 e 2009, com cinco reduções cada. Em 2010, foram apenas três fundos, contra dois em 2011 e dois até março deste ano.

O coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), William Eid Júnior, avalia que é inevitável a redução das taxas de administração e/ou aplicação mínima dos fundos no Brasil. 'As taxas aqui são mais altas do que em outros países', afirmou. 'No caso do varejo, em média, são 60% mais altas do que nos Estados Unidos', compara.

Ele observa que, nos fundos voltados para clientes corporativos, as taxas brasileiras são semelhantes às de outros países. Esses investidores são o grosso da indústria de fundos no País. Segundo o presidente da BB DTVM, Carlos Takahashi, cerca de 65% do patrimônio da indústria pertence a pessoas jurídicas. 'O varejo representa entre 16% e 17% do setor', disse.

Existem hoje cerca de 12 mil fundos de investimento no Brasil, com patrimônio total de quase R$ 2 trilhões. Um dos desafios dos bancos é atrair mais pessoas para o segmento, que tem aproximadamente 8 milhões de clientes, ante 100 milhões de cadernetas de poupança.

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