domingo, 03 de março de 2024

Customização permite adaptar imóvel ao perfil do comprador

01 junho 2012 - 08h58Por Terra
Não é mais preciso comprar um apartamento em construção, esperar ele ser terminado e só depois adaptá-lo à vontade do cliente. As construtoras agora oferecem, em alguns empreendimentos, a possibilidade de o comprador definir na planta como será o imóvel, que cômodos ele terá, onde serão as paredes e outros detalhes. A questão se torna outra: como escolher o melhor desenho para cada indivíduo?

“Conforme a geração vai mudando, o perfil vai mudando, e as pessoas querem evitar bloqueios com paredes e facilitar a integração, pois a decoração agora também é para ser vista.” Com essa frase, a arquiteta e designer Maraí Valente justifica as escolhas associadas a solteiros e casais sem filhos. Esse público gosta de juntar diversos ambientes. Os homens solteiros, segundo ela, têm uma postura ainda mais radical: “Normalmente, querem tudo aberto, querem estar onipresentes, tanto que, às vezes, até o banheiro tem só uma divisória de vidro”.

Casais sem filhos, por sua vez, tendem a fazer um quarto grande e outro cômodo fechado, que pode ser um escritório ou um closet. Salas e cozinhas, no entanto, são integradas, transformando esse último ambiente também em um espaço social. A arquiteta Francine Sakata, do NK&F Arquitetos, lembra que essa opção pode ser ruim quando há uma empregada que use constantemente a cozinha, o que tira a liberdade dos moradores. Ela recomenda também cuidado na hora de sair integrando ambientes, pois o comprador pode ter surpresas desagradáveis com barulhos de diferentes lugares. “Ninguém quer ouvir a máquina de lavar roupa no quarto.”

Casais com filho, por sua vez, fazem escolhas diferentes. “Eles gostam de ter sala de jantar e, se possível, suítes para eles e para as crianças”, explica Maraí Valente. Ela diz, ainda, que é indispensável um quarto extra quando houver uma empregada ou babá que durma na residência. Caso contrário, basta um banheiro a mais. Os filhos, conclui a arquiteta, acabam fazendo com que se priorize mais a funcionalidade do que a beleza do apartamento. Seguindo a mesma linha, Francine Sakata diz que a divisão em partes é boa para famílias grandes, pois cada pessoa tem necessidades diferentes.

Quando o apartamento tem paredes, é simples adaptá-lo a quem deseje mais amplitude: basta quebrar. Mas e quando o imóvel foi construído já com os cômodos integrados? Nesses casos, também é fácil mudar o perfil da residência. Francine Sakata diz que divisórias de alvenaria ou gesso são erguidas. Já Maraí Valente conta que se pode usar armários dos dois lados como estratégia para se dividir ambientes. Além disso, afirma que painéis móveis são uma maneira de ter em mãos a possibilidade de mudar imediatamente a integração entre cômodos.

Independentemente da escolha, o importante, no final, é que a customização deixe o apartamento ao gosto do principal interessado: o morador.

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