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Desativação do IML de Nova Andradina transforma luto em revolta

Desativação do IML de Nova Andradina transforma luto em revolta

25 abril 2012 - 16h20
Novanews


Mesmo de maneira discreta, familiares que precisam dos serviços do Instituto Médico Legal (IML) de Nova Andradina, não se contém e desabafam a respeito dos transtornos sofridos quando precisam dos serviços do órgão. Várias famílias se dizem revoltadas ao perceberem que uma cidade com cerca de 50 mil habitantes não conta com a atuação de médico legista para atestar as causas dos óbitos ocorridos.

O IML de Nova Andradina está desativado há mais de dois anos por falta de médico legista e as famílias que perdem seus entes queridos têm passado por transtornos ao ter que enviar os corpos até outras cidades, a fim de que seja realizado o exame necroscópico.

Recentemente, em sessão da Câmara Municipal de Nova Andradina, o vereador Glauco Lourenço (PMDB), ao fazer uso da palavra, teceu duras críticas à situação enfrentada pelas famílias. Segundo o parlamentar, foi realizado concurso público para preencher a vaga, porém o único candidato que pretendia atuar no município, após passar pela prova teórica, foi desclassificado no teste de aptidão física por estar acima do peso considerado ideal.

Glauco Lourenço citou o caso de um homem que foi encontrado morto no Distrito de Nova Casa Verde. Neste caso, a família precisou tomar emprestadas três folhas de cheques no valor de R$ 590 cada uma. A quantia teria sido utilizada para custear as despesas com os serviços funerários, incluindo o transporte do corpo da vítima até a cidade de Dourados, para exame de necropsia.


Nas palavras da irmã da vítima, a situação é revoltante. "Além de a família arcar com despesas elevadas, não sobra tempo para a realização do velório, porque até o corpo ser levado e retornar de Dourados, as suas condições exigem que o sepultamento ocorra de forma rápida", explica ela.

Neste caso, a família gastou R$ 1.770, sendo que, um terço do valor foi utilizado nas despesas com o transporte e o restante com serviços de preparação do corpo, flores a assistência funerária. O caixão utilizado no sepultamento da vítima teria sido doado pela Prefeitura Municipal, não estando incluído no valor.

Em entrevista ao Nova News, os familiares alegaram que vão tentar fazer com que a Prefeitura Municipal ou o Governo do Estado cubra os cheques que foram emitidos à empresa funerária, uma vez que, as despesas estariam acima da realidade financeira vivida por eles.

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