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"Ele foi o melhor jornalista que um filho pode ter como pai", diz filho sobre morte de Joelmir Beting

"Ele foi o melhor jornalista que um filho pode ter como pai", diz filho sobre morte de Joelmir Beting

29 novembro 2012 - 15h40
Uol

Jornalista, comentarista de economia e política do Grupo Bandeirantes, Joelmir Beting morreu na madrugada desta quinta-feira (29) à 0h55 em São Paulo. Ele sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico no domingo, considerado "irreversível". A notícia da morte do jornalista comoveu artistas e colegas de profissão. "Ele foi o melhor jornalista que um filho pode ter como pai", lamentou seu filho Mauro Beting, que recebeu a notícia quando trabalhava na Rádio Bandeirantes e a veiculou ao vivo.

Alguns jogadores do Palmeiras colocaram um manto do time em cima do caixão de Beting. O corpo será velado até às 14h, quando a sala do cemitério será fechada para um ato religioso apenas com a presença dos familiares, e às 16h o corpo será levado ao crematório do Cemitério Horto da Paz.

O jornalista de 75 anos estava internado desde 22 de outubro por causa de complicações renais, resultantes de uma doença autoimune. O quadro se agravou após o acidente vascular hemorrágico, que o deixou em coma e respirando com ajuda de aparelhos.

Leia abaixo a repercussão entre jornalistas e outras personalidades:

Fui colega dele na Band e toda vez que entrava na redação tinha uma frase interessantíssima para dizer. Ele sempre dava um enfoque genial para as coisas. Sempre tinha a frase que todo jornalista quer ter na ponta da língua. Ele era o rei da metáfora e se servia muito bem dela para fazer os outros entendenrem o que estava querendo dizer. Um verdadeiro gênio. Também tenho contato com os familiares dele. Joelmir tinha a família mais feliz que eu já vi na vida. Era palmeirense tão doente que tinha uma fazenda chamada Palestra. Dizia que o nome vinha do Palmeiras e também das inúmeras palestras que dava. Eu estava no ar quando fiquei sabendo e foi dificílimo continuar. Era um cara maravilhoso, adorável.
Bárbara Gância, jornalista, por telefone

Tentei fazer uma homenagem para ele, mas me faltaram palavras. Trabalhamos juntos na "Folha de S. Paulo". Ele era um ser incrível, muito bem humorado, não havia quem não gostasse dele. Brincávamos muito porque, além de tudo, torcíamos para o Palmeiras e sempre fazíamos piadas, inclusive sobre a má fase do time. Ele tinha um humor muito inteligente. Quando o Joelmir chegava, a redação se iluminava e não estou falando isso só porque ele morreu, não. É uma pessoa que, sem dúvida, vai deixar muita saudade.
Boris Casoy, jornalista, no "Jornal da Noite"

Ele foi um maridão. Nós iríamos completar 50 anos de casados no dia 14 de abril. Quer dizer, vamos completar. Ele foi só um pouquinho antes. A gente comemora aqui e ele comemora no céu. Meu coração está em paz. Ele estava esperando se recuperar para voltar a trabalhar imediatamente.
Lucila Beting, mulher de Joelmir, no Cemitério do Morumbi

Joelmir foi um cara que viveu intensamente. Só deixa coisas boas. Na vida particular, ele era muito melhor que o brilhante jornalista. Sempre tinha uma palavra amigam uma brincadeira para fazer. Nunca o vi deixar ninguém para baixo. O homem que ele era sempre superou a obra. Ele vai deixar uma lacuna imensa no jornalismo brasileiro. Ninguém vai conseguir ocupar o lugar dele.
José Luiz Datena, apresentador, no Cemitério do Morumbi

O Joelmir foi uma inspiração para todos os jornalistas da minha geração que fizeram TV. Sempre foi um exemplo a ser seguido. Era uma pessoa calma, que ajudou a entender como funcionava a televisão. Ele era um jornalista apartidário, imparcial e a única paixão que ele se permitia era o Palmeiras. Ele sempre me tratou com carinho e estou muito triste que eu não o visitei no hospital. Não queria acreditar que o quadro dele era irreversível, queria tê-lo visitado em sua casa.
Carlos Nascimento, jornalista, no Cemitério do Morumbi

Ele vai deixar muitas saudades. Era um amigo, um conselheiro. Tive o privilégio de conviver muito com ele. Ele quebra a regra de que ninguém é insubstituível. Era uma pessoa com muitas qualidades, um bom comentarista, ecomista e jornalista . Vai ser difícil juntar tudo isso em uma só pessoa. Geralmente a gente é bom em uma ou outra coisa, ele conseguiu juntar tudo. Vai ser difícil substituí-lo.
João Carlos Saad, presidente do grupo Bandeirantes

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