sexta, 23 de fevereiro de 2024

Explosão do Sertanejo transforma nome de produtor sul-mato-grossense em grife

Explosão do Sertanejo transforma nome de produtor sul-mato-grossense em grife

23 maio 2012 - 16h50
Campograndenews


A avalanche do sertanejo universitário revelou não só nomes de músicos e compositores como uma gama de gente que está nos bastidores. Um dos nomes mais respeitados no meio artístico nacional hoje, tem 34 anos, é sul-mato-grossense e tem olhos puxados.

Ivan Miyazato já é grife, assina produções de CD e DVD de peso, principalmente na categoria sertaneja. Fora do Estado desde 2005, o último show que dirigiu em Campo Grande foi a gravação do segundo DVD de Munhoz e Mariano, realizada no início do mês de maio. A estrutura milionária foi a primeira usada em show sertanejo.

Cercado de assessores, ele conversou com o Lado B ainda com cabelos espalhados pela roupa. Sinal de quem havia acabado de sair do cabeleireiro. "Eu me considero dentro do celeiro que Mato Grosso do Sul é hoje, que lança também produtores", resume.

A primeira produção de show que levou sua assinatura foi em 2008, bem diferente de hoje. "Foi para o Marco Aurélio e Paulo Sérgio, não tinha 4 mil pessoas", relembra.

Quatro anos depois, Ivan Miyazato dirigiu o DVD de Gusttavo Lima, trabalho que destacou o cantor no cenário nacional e internacional.

Depois disso até o DVD de 40 anos de carreira de Chitãozinho e Xororó, Luan Santana, Fernando e Sorocaba, João Neto e Frederico, Maria Cecília e Rodolfo, Fred e Gustavo, Gusttavo Lima e Munhoz e Mariano, são assinados por ele.

A carreira é mais do que consolidada no meio sertanejo. Ele produz, dirige e participa. Mas antes de tudo é músico.

Começou a dar os primeiros passos ainda em bailes no Estado, aos 15 anos. Tocou com o Tradição e da parceria com os irmãos Michel e Téofilo, montou o miniestúdio MIT (iniciais de Michel, Ivan e Teófilo).

A vontade aliada a sacada de perceber as novidades no mercado fonográfico levou ele da gravadora Pantannal à produtora que leva seu nome, já no Estado de São Paulo.

No tempo de transição gravou músicas como instrumentista com Rio Negro e Solimões, Rick e Renner, Chitãozinho e Xororó, Daniel, Bruno e Marrone e Milionário e José Rico.

"Eu me sinto também levando o nome de Mato Grosso do Sul", completa.

Deixe seu Comentário

Leia Também

GERAL

Antropólogos propõem incluir povo indígena em debate sobre bioeconomia

GERAL

Estudo aponta impacto etnorracial no desenvolvimento infantil

GERAL

STF pode agendar audiências para debater revisão da Lei da Anistia

INVESTIMENTO

Ministra do Departamento Econômico e Comercial da China vem a MS prospectar negócios