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Greves dos bancos e Correios continuam por tempo indeterminado

Greves dos bancos e Correios continuam por tempo indeterminado

25 setembro 2013 - 18h50
Campograndenews

A greve que começou na semana passada, tanto dos funcionários dos bancos quanto dos Correios, continua por tempo indeterminado. Ambas as categorias não receberam proposta de acordo das respectivas empresas e os sindicatos declaram que a paralisação não tem previsão de acabar enquanto não houver negociação das reivindicações dos trabalhadores.

Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários, Iaci Azamor, desde que a greve foi anunciada não houve qualquer contato da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). “Não tem negociação, então não tem nem o que ser avaliado, portanto, manteremos a paralisação”, pontua.

Em Mato Grosso do Sul, aproximadamente 1,6 mil bancários estão parados, ou seja, mais de 50% do efetivo. Ainda de acordo com Iaci, mais agências do interior do Estado entraram em contato com o sindicato para aderir à greve, mas por enquanto o número permanece estável.

A categoria pede reajuste de 11,93%, o que representa aumento real de 5% acima da inflação. Outro pedido é o fim das demissões e das metas abusivas e da terceirização. O mês de setembro é data-base para negociação salarial da categoria.

No caso da greve dos funcionários dos Correios, que está no oitavo dia, o secretário-geral do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares do Estado), Alexandre Takachi, afirma que a empresa cessou acordo, então a situação será julgada pelo Tribunal de Justiça, mas não há previsão de data.

“Mas estamos abertos à negociações, a qualquer momento a empresa pode chamar a categoria e apresentar uma proposta, mas até isso acontecer, continuamos em greve”, ressalta o secretário.

Ainda segundo informações do Sindicato, foi mantida a adesão dos primeiros dias, porém, com acréscimo de funcionários de Ponta Porã. No total, 70% do efetivo de trabalhadores aderiram à greve em Mato Grosso do Sul.

A categoria reivindica 7,13% de reposição da inflação; aumento real de 15%; aumento linear de R$ 200,00, mais as perdas salariais pela manutenção do Correio Saúde e contra a Postal Saúde; entrega de correspondências somente pela manhã; e jornada de 6 horas para os atendentes.

Os trabalhadores recusaram proposta dos Correios de 8% de reajuste salarial mais 6,27% nos benefícios: vale refeição, vale-creche e vale cesta.

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