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Justiça pune rapazes que espancaram agrônomo

23 setembro 2013 - 15h20
Douradosagora



Estudantes de classe média alta terão que indenizar vítima e prestar serviços comunitários. Jovem teria sido agredido por motivo fútil em frente de casa noturna em 2011.

Os cinco jovens de classe média alta, acusados de espancar o agrônomo Diego Costa Potrich, de 27 anos na saída de uma boate na Rua Major Capilé, região central da cidade, foram punidos pela justiça. Eles estão proibidos de frequentar casas noturnas de procedência duvidosa, além de bares e estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas e com aglomeração de pessoas.

Além disso, estão obrigados a prestar serviços a comunidade com 800 horas, sendo o mínimo de 8 horas semanais. Os cinco jovens também terão que indenizar a vítima com valores totais de R$ 115 mil, divididos em 17 parcelas de R$ 1.7 mil. Cada um deles pagará o valor de R$ 28,9 mil.

Outra penalidade para o grupo é a suspensão do direito de dirigir num período de 1 ano e seis meses. Os jovens também terão que se apresentar em juízo, comunicar qualquer mudança de endereço e não se ausentar das comarcas em que residem por mais de 8 dias sem comunicar o judiciário.

O caso aconteceu em 17 de julho de 2011, por volta das 3h30. De acordo com denúncia do Ministério Público, por motivo fútil, os acusados teriam ofendido a integridade corporal da vítima, desferindo contra ele socos e pontapés na cabeça e tórax, o que lhe causou lesões graves, pois resultou em ocupações habituais por 30 dias. No dia do crime, Diego saía de uma casa noturna na companhia da namorada e da irmã dela, quando os denunciados passaram de carro e fizeram menção as moças de maneira considerada petulante pela Promotoria.

Diante disso, Diego teria solicitado que os acusados parassem e, prosseguiu com o trajeto para casa. Em seguida, segundo a ação, os acusados teriam descido do carro e agiram de maneira provocativa. Diego teria arremessado um copo descartável que continha água e gelo, em direção ao carro dos acusados e seguiu para o veículo dele, juntamente com a namorada e a irmã dela.

Os acusados desceram do veículo e um deles, menor de idade, exigia de forma agressiva que Diego limpasse o carro e pedisse desculpas. Ele também dizia “vem para cima, vamos brigar”. A vítima não teria revidado as provocações e continuou seguindo em direção ao seu carro. Diante disso, os acusados teriam iniciado uma série de agressões à vítima. As meninas que estavam com o agrônomo imploravam para que o grupo cessasse as agressões, mas os acusados alegaram que, caso a Polícia fosse acionada, ela encontraria a vítima sem vida.

Inconsciente e com vários ferimentos pelo corpo, Diego teve que ser deitado de lado, pois estava se afogando com seu próprio sangue, enquanto aguardava o socorro. Ele teve que ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), pois sofreu profundas fraturas na mandíbula e maxilar, bem como hematomas na cabeça e no olho. De acordo com informações do processo, a vítima teve que passar por cirurgias reparadoras no rosto. Todos os jovens já praticaram artes marciais anteriormente, de modo que teriam utilizado a habilidade para atentar contra a integridade física da vítima.

O promotor de Justiça que acompanhou o caso, João Linhares Júnior, diz que as responsabilidades adotadas pelos acusados, acontecem em decorrência da suspensão condicional do processo por quatro anos. Trata-se de um acordo entre as partes. Após este período o processo é extinto. Se no decorrer desse tempo, alguma das regras for quebrada ou novos crimes ocorrerem, o processo volta a tramitar novamente e os acusados poderão ser condenados.

Linhares afirma que neste caso a Justiça foi feita. Segundo ele, na época dos fatos, se ouvia dizer que por causa da condição social dos acusados, que são de classe média alta, eles não sofreriam nenhuma penalidade por agredir o jovem.

Um dos advogados de defesa dos cinco jovens, Maurício Rasslan, diz que a suspensão do processo por quatro anos foi um dispositivo legal utilizado pelo judiciário e que está satisfeito com o resultado da decisão. A vítima Diego Potrich disse à reportagem que a justiça foi feita. Segundo ele, tanto as penalidades quanto as indenizações foram uma forma utilizada pela justiça para por um ponto final na história.

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