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Justiça reconhece direito de uma das mulheres mutiladas por médico

Justiça reconhece direito de uma das mulheres mutiladas por médico

23 dezembro 2011 - 09h34Por Correio do Estado
Após dez anos de espera, umas das vítimas do ex- médico Alberto Rondon conquistou na Justiça o direito de atendimento médico e psicológico para reparação de erros que lhe afetaram partes do corpo. Rondon foi acusado de mutilar mulheres em cirurgias plásticas mal sucedidas.

Este é o primeiro caso vencedor da ação aberta no ano de 2009, pelo Ministério Público do Estado, contra o médico e, também, contra o Conselho Regional de Medicina, o CRM-MS, por omissão. A partir desta sentença, defensores públicos e advogados foram procurados pelas vítimas para que seus casos fossem solucionados o mais rápido possível, porém, o primeiro resultado positivo só veio agora, dia 13 de dezembro, com a vitória conquistada através dos advogados Thiago Amorim e Giulliano Mosena.

A vítima em questão tem 35 anos e, de acordo com informações, sofreu danos nos seios, parte das coxas, barriga e umbigo. Ainda não há data marcada para a realização dos procedimentos e ela deverá passar por uma avaliação que a submeterá às reparações.

Thiago e Giulliano acreditam que, a partir desta sentença, outras vítimas conseguirão mais facilmente o mesmo benefício e que é preciso confiar na justiça e acreditar que os erros serão reparados.

“As pessoas devem sentir que a Justiça está cuidando de seus problemas, devem sentir que os culpados serão punidos e os erros serão remediados. Essa decisão é uma vitória efetiva, palpável. É o início de um recomeço para essa vítima e, com certeza, para toda a sua família. O problema ainda está longe de ser totalmente resolvido, mas a esperança dessas pessoas se fortalece”, enfatiza Thiago Amorim.

Caso

Em maio deste ano, a Justiça de Mato Grosso do Sul impôs a maior condenação já sofrida por Rondon. Alvo de diversos processos após mutilar mulheres em procedimentos cirúrgicos que elas acreditavam ser estéticos, mas que deixaram cicatrizes para a vida toda, ele foi condenado a 42 anos e 9 meses de reclusão pelos crimes de lesão corporal dolosa qualificada e lesão corporal simples.

A condenação é relativa a 11 vítimas. Em 10 casos, o ex-médico foi considerado culpado pelo crime de lesão corporal dolosa qualificada por deformidade permanente.

É a segunda condenação criminal dele por conta das sequelas deixadas em suas vítimas. Rondon hoje cumpre pena, em casa, no município de Bonito, por uma condenação anterior, de 2002, quando recebeu pena de seis anos também pelo crime de lesão corporal dolosa, relativo a sete mulheres operadas por ele. Ele só começou a cumprir essa pena em 2009, quando foi preso pela Polícia Federal, após ser considerado foragido.

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