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Mulheres: “Agora são elas quem dão as cartas”

Na região Cone Sul, as mulheres confirmam o que é uma tendência nacio

09 maio 2012 - 13h40
A Gazetanews


Definitivamente, as mulheres não apenas ocuparam os seus espaços, como, pelo que parece, em breve estarão ocupando ‘todos eles’. No Brasil vemos o caso da presidente Dilma Roussef, que lidera as estatísticas de aprovação entre todos os governos masculinos que já passaram por aqui, inclusive quando comparada ao popularíssimo ex-presidente Lula, que a antecedeu. Mesmo havendo quem discorde de sua eficiência no cargo, não há como negar que o seu exemplo denota uma situação que acomete as mais altas esferas da administração pública no País, se estendendo ainda a muitas corporações privadas: as mulheres estão tomando o poder!

Há bem pouco tempo havia quem previsse que isto aconteceria e, analisando nossa história recente, ou buscando as causas para a ocorrência deste fenômeno, chegamos a uma explicação simples: elas foram à luta e venceram. Quem frequentou a escola regular entre as décadas de 60 e 80 há de concordar que as meninas de então, além de serem maioria nas salas, também se destacavam em desempenho. Nas antigas funções da lida do lar elas já demonstravam organização, capacidade administrativa, liderança e incrível senso de humanidade. Agora, neste novo momento da mulher na sociedade, podemos observar uma verdadeira ‘invasão de saias’ na maioria das funções que antes eram exclusividade dos homens.

Amambai

Em Amambai, por exemplo, o Poder Executivo Municipal passa por uma situação inédita. Hoje, grande parte das secretarias municipais são chefiadas por mulheres. Na Fundação de Esporte e Cultura (Fundesc) está, desde o início do mandato do atual prefeito, Dirceu Lanzarini, a secretária Jacqueline Casagrande Raymundo; já a Secretaria de Administração é ocupada por Cida Farias; na pasta de Meio Ambiente está a primeira-dama do município, Deise Bianchini; na Secretaria de Educação, a pedagoga Zita Centenaro; na Secretaria de Indústria, Comércio e Geração de Emprego e Renda está Maristela Lopes; e na Secretaria de Finanças acaba de assumir Rosani Escobar Xavier da Mota, a “Zani”.

No município há ainda outros exemplos de mulheres que lideram algumas das instituições mais importantes para a economia local, e isso em diversas áreas, como é o caso da gerente do Sicredi, Jacqueline Baraldi Calixto. Até o Exército, uma das instituições nacionais mais conservadoras no que diz respeito a manter seus quadros preenchidos exclusividade por homens, começa a se render à força da mulher e cada vez mais incorpora militares femininas aos seus efetivos.

Cone Sul

A exemplo do que acontece em Amambai, em outras cidades da região também há fortes lideranças femininas, como se verifica na fronteiriça Coronel Sapucaia, cuja Delegacia da Polícia Civil é chefiada pela delegada Marina Lemos. Registre-se ainda que quase a metade do Poder Legislativo Municipal é de mulheres, composto pelas vereadoras Niágara Kraievski, Maria Eloir, Professora Sandra e Nilceia Alves que, inclusive, ocupa a presidência da Câmara. Em Eldorado é a administração municipal que tem o tom feminino, sob a gestão da prefeita Marta Araújo, além do fato de que o município conta com a única deputada estadual da região, a ex-prefeita Mara Caseiro. O município de Aral Moreira igualmente possui na Câmara Legislativa quatro vereadoras: Silvana Cordeiro, Rose, Carmem e a Professora Verinha, que também é a presidente da Casa. Ainda na região, vários municípios elegeram chapas mistas para a gestão de suas prefeituras e hoje têm mulheres como vice-prefeitas. São elas: Isabel Cristina (Tia Bel) em Juti, Vania Parize, em Mundo Novo e Marinalva Farias, em Caarapó.

A ascensão das mulheres ao poder é um fenômeno irreversível. É bom que isso seja observado, especialmente no cenário político, pois os partidos ainda funcionam como espécies de “Clubes do Bolinha”, nos quais as lideranças ainda estão em poder dos homens. No mesmo município de Amambai, que concentra no Poder Executivo uma verdadeira legião dessas competentes guerreiras, não houve sequer uma vereadora eleita no último pleito. E se isso acontece, não é por falta de talento e liderança por parte delas, mas, sim, por uma articulação extremamente machista destes partidos no momento de lançarem suas candidaturas às vagas proporcionais. O momento pede renovação de conceitos, mudanças no jeito de se fazer política, afinal, o processo democrático deve estimular a escolha do que é melhor para uma determinada população; e não como hoje acontece, quando essas escolhas são manipuladas muito antes do que se insiste em chamar de ‘festa da democracia’: as eleições.

No dia em que as eleições deixarem de ser uma ‘festa’ e forem encaradas com o tom de seriedade que deveriam ter, talvez tenhamos ainda mais mulheres ocupando as câmaras, prefeituras, assembleias, palácios, etc. Ou alguém duvida de que elas sejam capazes?!

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