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Obra no estádio Beira-Rio completa um mês parada

24 julho 2011 - 10h13Por Fonte: Folha
As obras no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, para a Copa de 2014 completaram um mês paradas por problemas na negociação entre o Internacional e a Andrade Gutierrez, empreiteira que ajudará a bancar a reforma.

O clube anunciou a empresa como sua parceira no último dia 13 de maio, mas até agora o contrato final não foi assinado, o que impede a continuidade da reforma.

Enquanto isso, o estádio continua recebendo jogos do Campeonato Brasileiro.

É o único, juntamente com a arena do Atlético-PR, em Curitiba, que não foi fechado para as obras do Mundial.

O Inter vinha bancando a primeira etapa da remodelação com recursos próprios. Cerca de R$ 20 milhões já foram gastos. A venda de um antigo estádio do clube ajudou a cobrir as despesas.

Em junho, porém, as atividades foram paralisadas. Exatamente um ano após o início da obra, começada em cerimônia com a presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não há operários em atividade.

O anel inferior do estádio precisa ser completamente demolido e reconstruído. Até agora, só um quarto do setor foi removido. O restante continua recebendo torcedores nos jogos do Nacional.

As fundações para a nova cobertura já foram fixadas ao redor do estádio. O Inter assegura que até a metade de agosto, com a concretização da parceria, o trabalho será retomado normalmente.

Para o clube, é possível finalizar tudo até a Copa das Confederações, em 2013. O caderno de encargos da Fifa aponta dezembro de 2012 como prazo para a arena.

Como forma de compensar o atraso, existe a possibilidade de fechar o campo durante os meses de dezembro a fevereiro, de poucos jogos oficiais, para agilizar a construção. Outra ideia estudada é ampliar os turnos de trabalho, com obras noturnas.

O responsável no Inter pelas obras, José Anápio Gomes, diz que não há risco de reviravolta na parceria com a construtora e que o conselho do clube já aprovou a iniciativa "por unanimidade". O orçamento da Andrade Gutierrez para o Beira-Rio é de R$ 290 milhões. A empreiteira deve financiar parte do valor com o BNDES e terá direito a explorar camarotes, nome do local e um shopping nos arredores. A capacidade será de 62 mil pessoas.

Procurada, a empresa informou apenas que os termos contratuais estão "em elaboração" e que há negociações sobre "questões relativas à operação". Também afirmou que será possível respeitar o cronograma da Fifa.

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