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Polícia Civil desmantela esquema de venda de recibos médicos em Coxim

Polícia Civil desmantela esquema de venda de recibos médicos em Coxim

18 janeiro 2012 - 16h40
Edição MS


Na noite desta terça-feira (17), a Polícia Civil desmantelou esquema de venda de recibos médicos em Coxim (MS), que geralmente são usados para abater IR (Imposto de Renda). O trabalho da equipe foi comandada pelo delegado Amylcar Eduardo Romero.

Jailson Souza da Silva, de 56 anos, e Wamil Vieira da Rosa, de 53 anos, estavam de posse de aproximadamente 200 recibos preenchidos com valores que variam de R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil, carimbados e assinados por profissionais da saúde de diversas áreas, como médicos, dentistas, fisioterapeutas e psicólogos.

Até mesmo recibos com carimbo e assinaturas de profissionais de Coxim estavam no montante. Entretanto, ambos afirmaram que os recibos eram falsificados e isentaram os profissionais. Para ter acesso ao número do registro desses profissionais junto aos respectivos conselhos, os falsificadores pagavam consultas e pediam recibos, que eram utilizados como modelos.

Em seguida, eles mandavam confeccionar os carimbos e falsificavam as assinaturas desses profissionais. Em Coxim, os recibos estavam sendo oferecidos, principalmente, para bancários e professores. Nesta quarta-feira (18), o delegado deve começar a ouvir testemunhas do caso.

A reportagem chegou a ter contato com os falsificadores. Sem saber que estavam falando com uma equipe jornalística, eles informaram que o custo era de 7% do valor do recibo. Ou seja, para um recibo de R$ 2 mil o “cliente” teria de pagar aos falsificadores R$ 140,00.

A polícia efetuou buscas em dois quartos de uma pousada na Rua João Pessoa, no centro da cidade, onde eles estavam hospedados. Nos quartos foram encontrados grande quantidade de recibos preenchidos e vários blocos de recibos em branco.

No carro usado pelos falsificadores, um Fiat Pálio, com placas de Campo Grande, foi encontrado mais recibos. Parte desses recibos somou cerca de R$ 200 mil, cuja venda renderia R$ 14 mil a eles. Segundo o delegado, um dos falsificadores – Jailson Souza da Silva – já foi preso outras duas vezes por falsificação de documentos. O delegado analisa a possibilidade de pedir a prisão preventiva de ambos, que vendem recibos em várias cidades da região norte.

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