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Prefeitura de São Paulo libera funcionamento do shopping Center Norte

07 outubro 2011 - 00h19Por UOL
A Prefeitura de São Paulo informou, em nota divulgada por volta de 20h20, que suspendeu a interdição do shopping Center Norte, fechado desde quarta-feira (5), depois que o estabelecimento adotou medidas para controlar a medição de gás metano no solo do shopping. Com a autorização, o Center Norte reabrirá hoje (7), segundo informou a assessoria do local. O Lar Center e o supermarcado Carrefour também abrem nessa sexta.

A liberação foi realizada após o prefeito Gilberto Kassab (PSD) ter visitado o local hoje junto com o secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas (PSDB), e técnicos da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Na ocasião, o prefeito recebeu um laudo da Cetesb atestando que o shopping implantou as medidas emergenciais solicitadas.

Um grupo formado por representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Controle Urbano e Coordenação das Subprefeituras analisou o laudo da Cetesb e decidiu liberar o funcionamento do shopping.

Dez drenos foram colocados no complexo após a Cetesb recomendar a instalação de nove equipamentos. A companhia diz que considera atendida a exigência de instalação de um sistema emergencial para extração do gás. Com isso, a multa diária foi suspensa.

Além dos drenos, o Center Norte abriu 27 poços de medição de gases no solo. Em 23 deles foi constatado "pressão negativa", condição desfavorável para o gás subir ao shopping. Nos quatro restantes foi detectado "vácuo" --ausência de gases que causariam combustão.

"Estou convencido de que o shopping errou pois deveria ter tomado providências anteriormente. Estou convencido de que a prefeitura acertou na interdição e que agora o shopping tomou as providências necessárias", disse o prefeito, após a vistoria.

De acordo com o governo, as demais áreas ao redor do shopping –Lar Center, Expo Center Norte, Carrefour, Novotel, um prédio da Defesa Civil e o Conjunto Habitacional Cingapura na avenida Zaki Narchi– têm 120 dias para investigar se há gás tóxico no subsolo, seguindo um protocolo estabelecido pela Cetesb.

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