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Professores fazem protesto em frente ao Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte

17 setembro 2011 - 08h40
Professores fazem protesto em frente ao Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte

Uol


Esta sexta-feira era para ser um dia de festa para a Fifa e para as autoridades mineiras. Afinal, Belo Horizonte se preparou para receber as autoridades da Fifa e do país para celebrar o início da contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil daqui a exatamente mil dias. O dia se encerrou, porém, sob vaias, bombas de efeito moral e correria.

Uma festa foi preparada no Mineirão, de manhã, com a presença da presidente Dilma Rousseff. Outra ficou para a noite, na Praça da Liberdade, no coração de BH, onde foi inaugurado um cronômetro que marca o tempo que falta para a Copa. Depois disso, um jantar oferecido pelo governo de Minas ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e aos cartolas da Fifa selaria a amizade e as boas intenções entre as autoridades públicas e as futebolísticas.

Mas os trabalhadores da obra de reforma do Mineirão e os professores do ensino público mineiro não quiseram que o dia fosse marcado apenas pelas festividades. De manhã, no Mineirão, a presidente e seu ministro do Esporte, Orlando Silva, não puderam deixar de ouvir as reinvidicações, amplificadas por um carro de som, de manifestantes que ocupavam a entrada do Mineirão. Sindicalistas e trabalhadores recepcionaram as autoridades com faixas e cartazes que traziam suas reivindicações, uma delas sendo a de que o piso salarial pago na obra chegasse a R$ 1.000. A reforma no Magalhães Pinto está orçada em R$ 666,3 milhões.

Depois, à noite, na inauguração do relógio na Praça da Liberdade e sem a presença de Dilma Rousseff, que não ficou para jantar com Ricardo Teixeira, foi a vez dos professores protestarem. Em greve há 101 dias, os professores aguardavam na praça desde de manhã.

Momentos antes de o governador mineiro, Antonio Anastasia, o senador e padrinho político de Anastasia, Aécio Neves (PSDB-MG), e o presidente Ricardo Teixeira empurrarem juntos a alavanca que acionaria o cronômetro da Copa, os manifestantes tentaram entrar em uma área reservada ao evento e foram contidos pelos militares, que usaram bombas de efeito moral e chegaram a disparar tiros de balas de borracha.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou encarar com normalidade este tipo de manifestação. "Essa greve do Mineirão, a greve do Maracanã, a greve de Salvador, elas não foram as primeiras e, seguramente, não serão as últimas greves”, disse ele, que espera que os trabalhadores que lutam por um piso salarial de R$ 1.000 (contra os atuais R$ 605) tenham, patriotismo." O que nós não podemos perder é o canal de diálogo e o prazo de execução das obras. Tenho certeza que o mesmo trabalhador que faz a greve tem interesse em entregar as obras no prazo devido, porque são brasileiros e também trabalham pelo sucesso do evento em 2014".

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