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"Reincidência de adolescentes pode diminuir com mais empregos", diz promotor

"Reincidência de adolescentes pode diminuir com mais empregos", diz promotor

26 janeiro 2012 - 16h40Por Midiamax
A criação de mais órgãos que empregam adolescentes e os encaminham ao mercado de trabalho na Capital, como o Instituto Mirim e o Seleta, seriam uma das soluções para a falta de oportunidade para adolescentes, segundo o Promotor da Infância e Juventude, Sérgio Fernando Harfouche. Atualmente há 12 mil em espera, incluindo os jovens infratores que passam por internação e sofrem ainda mais preconceito por conta dos delitos cometidos.


“No banco de vagas para adolescentes em Campo Grande há 1,5 mil vagas disponíveis. É pouco mais de 10% do necessário. Então o governo e a iniciativa privada devem disponibilizar a profissionalização e mais vagas no mercado de trabalho. O adolescente infrator precisa ser internado e ao mesmo tempo trabalhar, para ter o seu dinheiro lícito e aprender uma profissão”, afirma o promotor


Integração dos órgãos


A favor das parcerias e antecipando a medida prevista na Lei 12.011 do Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo), a ser votada em abril deste ano, a Promotora da Infância e Juventude, Vera Aparecida Vieira, conta que o objetivo é evitar a reincidência de adolescentes no crime, percentual que chega a 50% em casos graves (latrocínio, estupro e homicídio).


“O adolescente quando quer é ressocializado. Queremos que a rede funcione, em integração com SAS (Secretaria de Assistência Social), Ministério Público, Funsat e Judiciário. O adolescente em liberdade assistida ou que esteja prestando serviços à comunidade tem de ser encaminhado com o histórico da sua vida, feito a cada três meses, para o futuro emprego. O PIA (Plano de Atendimento Individual) servirá de exemplo para que eles não caiam na vulnerabilidade novamente”, explica a promotora, que possui dez anos de atuação na área.


Família desestruturada


Além da oportunidade de cursos e inserção no mercado, a promotora acredita que os técnicos devem realizar visitas constantes a família do interno. “Ontem fizemos uma reunião com o Juiz Roberto Ferreira e esse tema foi muito discutido. Às vezes um adolescente é recuperado, mas volta ao convívio da sociedade e encontra a família toda desestruturada. Os pais, se desempregados ou usuários de drogas, tem de ser encaminhados ao mercado de trabalho e tratamento médico, assistidos pelo governo, para que o adolescente volte para casa e conviva em um ambiente saudável”, avalia a promotora.

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