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STF dará resposta à sociedade com julgamento do mensalão, cobra Azambuja

STF dará resposta à sociedade com julgamento do mensalão, cobra Azambuja

17 maio 2012 - 13h50
Divulgação (TP)

Deputados do PSDB voltaram a cobrar urgência no julgamento do mensalão. Os tucanos Reinaldo Azambuja (MS) e César Colnago (ES) temem que o processo caia no esquecimento. Em entrevista à revista “Veja”, o responsável pela denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), Antonio Fernando Souza, então procurador-geral da República, disse que a tentativa de negar a existência do mensalão é uma afronta à democracia.

“Querer negar a existência do mensalão é algo que realmente afronta a democracia no Brasil. O Judiciário tem que dar a resposta à sociedade. Os fatos, as provas e os inquéritos falam por si só. Não dá para querer negar isso e nem misturar com outros fatos existentes hoje”, avaliou Azambuja nesta segunda-feira (14).

O parlamentar espera que o crime não prescreva. “A sociedade espera urgência nesse julgamento. O Judiciário não pode virar as costas para a população. Acredito na independência e na soberania do Supremo. Estou confiante no processo”, acrescentou.

O PT tem se dedicado a difundir a versão de que o mensalão não passa de uma farsa. Chamar esse episódio de farsa, na opinião de Souza, é acusar o procurador-geral e os ministros do Supremo de farsantes. Azambuja espera que a impunidade não prevaleça mais uma vez.

“A sociedade clama por esse julgamento. A impunidade reina com esses escândalos. Dinheiro público indo para o ralo sem ninguém ser condenado. Seria uma resposta do Judiciário mostrar que a impunidade não vai reinar no Brasil e que as pessoas que cometeram algum ilícito vão pagar. É muito importante que isso aconteça o quanto antes”, concluiu.

Na opinião de Colnago, o julgamento é fundamental para o processo democrático. Segundo ele, independentemente dos governos, é essencial a apuração dos atos considerados fora da lei. “As pessoas envolvidas precisam ser punidas. Não há cabimento empurrar o lixo para debaixo do tapete. Isso é ruim para as futuras gerações. É importante que as pessoas cumpram com aquilo que está na lei. É preciso acabar com a impunidade”, apontou.

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