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Ex-governador, Zeca do PT concorre a uma vaga na Câmara de Campo Grande; Puccinelli diz que "corta o saco" se rival for eleito

Ex-governador, Zeca do PT concorre a uma vaga na Câmara de Campo Grande; Puccinelli diz que "corta o saco" se rival for eleito

19 maio 2012 - 13h25
Uol

Governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos (1999-2005), José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, 62, afirmou que é pré-candidato a vereador em Campo Grande. “Não faço da política uma profissão, não tenho esse conceito. Por isso, vou disputar a vaga na Câmara”, afirmou um dos fundadores do PT no Estado.

O petista aponta outro fator que, segundo ele, justifica a opção: a candidatura do deputado federal Vander Loubet, também petista, seu sobrinho, à Prefeitura de Campo Grande.

“Em 1982, ele [Vander], ainda moleque, estudante do secundário, corria o Estado comigo para fundar o PT. Vou apoiá-lo”, disse.

Loubet já disputou a Prefeitura de Campo Grande, que é dominada pelo PMDB há duas décadas.
Desafio

Principal rival político de Zeca, o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), fez um estranho desafio, assim que soube do desejo do petista.

“Corto o meu saco se ele [Zeca] conquistar 30 mil votos”, disse o governador, que já duelou e venceu Zeca por duas vezes – na disputa pela Prefeitura de Campo Grande (1996), e pelo governo (2010).

O ex-governador disse ao UOL que “não sabe nem quer saber agora” quantos votos deve obter, mas que vai ficar feliz se for votado por 30.001 eleitores. “Se isso acontecer vamos ver se ele [Puccinelli], com esse comportamento mesquinho, baixo, cumpra o prometido, a população vai cobrar dele, que corte o que está dizendo”, rebateu Zeca.

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, outro peemedebista, não quis entrar na polêmica gerado pelo aliado Puccinelli.

“Não vou entrar nessa, acho que o Zeca é um candidato forte”, disse.

Na eleição passada, em 2010, quando o peemedebista foi reeleito, Zeca recebeu 534.601 votos, dos quais 155.662 conquistados em Campo Grande.

O ex-governador disse que sua candidatura à Câmara – que terá mais vagas, vai passar de 21 para 29 vereadores – não representa “nem de longe” um retrocesso em sua carreira política.

“Em 2006, o Lula [ex-presidente da República] pediu que eu disputasse cadeira no Senado, não quis. Poderia concorrer a outros mandatos, mas prefiro o da Câmara, onde vou impor outro comportamento”, disse Zeca.

“Não sou da turma do Londres [Londres Machado, deputado estadual (PR) há três décadas], que faz política como profissão. Não sou igual a isso, vou disputar a eleição com humildade, como forma de gratidão ao PT, ao povo”, disse Zeca.

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