O fim do Território Federal de Ponta Porã e o retorno de Getúlio Vargas
23 OUT 2015 • POR Yhulds Giovani Pereira Bueno • 22h54“Eu sempre desconfiei muito daqueles que nunca me pediram nada. Geralmente os que sentam à mesa sem apetite são os que mais comem”. Getúlio VargasVargas, Getúlio foi presidente do Brasil no período de 1930 até 1945, durante estes 15 anos de governo os pesquisadores dividem em três fases distintas, a primeira de 1934 a 1937, o famoso governo Constitucional, sendo ele chefe do “Governo Provisório” neste período, foi eleito pela Assembleia nacional Constituinte de; 1934 a 1937 e depois se estendendo a 1945, por muitos considerado o presidente ditador durante o Estado Novo.
A constituição de 1937, que criou o "Estado Novo" getulista, tinha caráter centralizador e autoritário. Ela suprimiu a liberdade partidária, a independência entre os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional.
Os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores assim evitariam transtornos e manteriam sempre o seu poder de decisão em seus municípios, e os governadores, esses por sua vez, eram nomeados pelo presidente. Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas como o "Pai dos Pobres" e o "Salvador da Pátria", como também vetar qualquer propaganda a ser vinculada contra o presidente.
Nesse período histórico e político do Brasil, a decisão do Presidente Getúlio Vargas de criar novos territórios federais estava relacionada principalmente com a soberania nacional sobre as regiões de fronteira, sua intenção era permitir ao governo federal ocupar mais diretamente regiões fronteiriças de baixa densidade demográfica, com pequena rede urbana e reduzida presença do poder público.
Segundo levantamento do governo de Vargas, nas regiões em que foram criados os estados de Iguaçu e Ponta Porã, comissões do governo haviam notado a presença de grandes contingentes de indígenas e registrou a presença de grupos de paraguaios e argentinos vivendo ali, que não falava português e que utilizavam as moedas de seus países de origem como moeda corrente.
Este fato já havia aumentado a preocupação do governo em relação à garantia da soberania sobre estas regiões. Apesar da determinação da Constituição de 1937 da criação de uma faixa próximo à fronteira com controle direto do governo federal, a organização do Território de Ponta Porã, só ocorreu em 1943.
Após 15 anos de governo getulista, é afastada a possibilidade de sua continuidade, mesmo com muitos apoiadores, em dezembro de 1945 foram realizadas eleições para Assembleia Constituinte e para presidência da República.
Na disputa eleitoral para presidência da República, a UDN que era representante dos setores liberais conservadores lançou como candidato o brigadeiro Eduardo Gomes; o PTB em aliança com o PSD lançou o nome do general Eurico Gaspar Dutra; e o PCB disputou o pleito com o candidato Yedo Fiuza. O general Eurico Gaspar Dutra venceu as eleições com 55 por cento dos votos.
Empossado em janeiro de 1946, Dutra aproximou-se dos setores conservadores, incluindo aqueles representados pela UDN, através do chamado Acordo Interpartidário, o que acarretou a marginalização de Vargas e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que acabaram por romper com o presidente.
O governo Dutra foi marcado por uma política econômica liberal, com rápido esgotamento das reservas cambiais acumuladas durante a guerra e uma severa política de arrocho salarial. Afastou o país do bloco socialista do leste europeu.
Em 1947, colocou o Partido Comunista Brasileiro na ilegalidade, sob a alegação de que o PCB servia aos interesses da União Soviética, com a qual o Brasil rompeu relações diplomáticas em 1948. Definitivamente deve-se a Dutra boa parte da influência dos Estados Unidos sobre o Brasil nas décadas seguintes.
Um dos atos do presidente Dutra, foi a extinção plena dos Territórios Federias, assim o sonho de muitos fronteiriços da continuidade do Território Federal de Ponta Porã acabou, voltando a ser reavivada na eleição sucessória onde Vargas retornaria ao poder, mas mesmo com sua volta os Territórios Federais de fronteira nunca mais voltariam a existir.
Vargas foi o presidente mais polêmico de seu tempo, pode se dier que foi ele o divisor de aguas no século XX entre os presidentes do Brasil, por muitos um tirano, mas para a população mais carente classe trabalhadora que o considerava um pai.
Entre seus feitos a CLT Consolidação das Leis Trabalhista e a criação do salario mínimo que contribuiu neste período para diminuir a miséria do povo, bom ou mal, marcou sua história, com o famoso suicídio ainda cheio de mistérios que colocou fim ao grande estadista, odiado e amado, mas jamais esquecido nos registros históricos nacionais.
Com o fim dos Territórios Federais de fronteira, Ponta Porã e região foram novamente reincorporadas ao Estado de Mato Grosso, apoiadores de Eurico Gaspar Dutra acreditavam, por ter ele comandado o quartel do 11RCI que leva seu nome na região fronteiriça, o mesmo teria outros olhares para região, algo que não ocorreu.
Coma campanha presidencial novamente os apoiadores de Getúlio muito querido na região, se mobiliaram para eu o mesmo assumisse a presidência da Republica, com a ideia do retorno do território se mobiliaram a favor de Vargas, algo que e descrito na carta de um dos vários correligionários de Vargas na região, Coronel Valencio de Brum que foi prefeito de Ponta Porã e Amambai.
Na carta e citados vários personagens importantes em seu tempo na região de fronteira, Rachid Saldanha Derzi, Ramiro Machado, Lydio Lima, José Bataglin e Osvaldo Pereira, políticos importantes de seu tempo que junto com outros amigos tais com o Lício Proença Borralho, apoiaram o retorno de Vargas ao poder.
Os motivos de descontentamento tanto com o Governo Federal, estadual e municipal, onde muitos erram os que não concordavam com a administração nestes tempos.
Em todo período histórico existem acordo e desacordos políticos, o fim do Território de Ponta Porã deu continuidade a longa luta pela divisão do estado de Mato Grosso, dentro destas disputas Ponta Porã sempre foi destaque na política Estadual e Federal, hoje infelizmente apagada segue sua história, rememorando os tempos de gloria que um dia a destacou dentro do Território Nacional.
Politica todos nós praticamos, no dia a dia, dentro da família, no local de trabalho na boa vizinhança respeitando o direito de todos, direitos e deveres, que devem ser cumpridos de forma igualitária, sem favorecimentos, onde na atualidade o questionamento é quem esta no comando administrativo de um município, estado e pais está preparado tecnicamente para tal função, e seus apoiadores conselheiros estão suficientemente aptos, não confundir política com camaradagem e sim política com profissionalismo e competência, para quando cumprir o mandato, sair de cabeça erguida do dever realizado, entrar na história como um bom governante e não ser apagado ou lembrado como um inoperante.
Rememorar fatos épicos de bravos e valorosos políticos de outros tempos, e proporcionar para os atuais um exemplo para ser seguido, para se espelhar nos seus acertos e não cometer os mesmos erros do passado.