SETE QUEDAS

Polícia paraguaia procura brasileiro por atentado a tiros na fronteira

17 JUL 2025 • POR Dourados News • 13h00

A Polícia Nacional do Paraguai está à procura do brasileiro Andrés Garcia Petrale, o “Ratinho”, apontado como um dos autores do atentado a tiros com armas de guerra, ocorrido no dia 10 deste mês em Corpus Christi, povoado localizado a 15 km de Sete Quedas, na região de fronteira com Mato Grosso do Sul.

Imagens captadas por câmeras de monitoramento mostram o momento em que a caminhonete Toyota Hilux, de cor branca, acelera de ré para derrubar o portão da casa e dois homens descem do veículo com armas nas mãos.

Após dispararem dezenas de tiros em direção à residência, os dois homens fugiram. Segundo investigadores paraguaios, as imagens mostram que um deles seria Andrés Petrale. A Hilux, com placa de Campo Grande, foi encontrada abandonada na saída da cidade.

O alvo do atentado foi o paraguaio Luis Antonio Villalba Pedroso, 35, que não sofreu ferimentos. No local, peritos paraguaios recolheram cartuchos deflagrados de fuzis calibres 2,23 e 5,56. “Ratinho” é afilhado de casamento da deputada do Partido Colorado do Paraguai, Cristina Villalba.

Execução

Andrés Garcia Petrale também é implicado no assassinato de Denis Barrios Valenzuela, 24, ocorrido em Corpus Christi em janeiro deste ano, e na tentativa de resgate de um dos autores materiais do crime quando ele já estava detido pela polícia paraguaia.

Segundo a imprensa do Paraguai, uma das caminhonetes usadas pelos pistoleiros que executaram Denis Valenzuela e depois na tentativa de resgate, estava registrada em nome de Andrés Garcia Petrale.

Os três presos pelo assassinato de Velenzuela são os brasileiros Luis Antonio Pedroza de França, 25 anos, o pai dele Washington Luiz de França, 49 anos, e o paraguaio Gabriel Recalde, 28 anos. Segundo fontes da fronteira, na época, Gabriel era funcionário de “Ratinho”.

Relatório do Ministério Público do Paraguai ao qual o site Campo Grande News teve acesso revela que os três foram presos com duas pistolas 9 milímetros – mesmo calibre usado na execução de Denis Valenzuela. O trio estava na caminhonete Toyota Fortuner blindada, registrada em nome de Andrés Garcia Petrale. Naquele momento, não havia nenhuma denúncia de roubo ou furto do veículo.


Toyota Fortuner pertencente a brasileiro, apreendida em janeiro após execução (Foto: Divulgação)
Tentativa de resgate – Em depoimento, um policial paraguaio que participou da investigação disse que Gabriel Recalde foi o primeiro a ser preso, na linha internacional entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul.

Quando o suspeito já estava detido na sede da Polícia Nacional em Pindoty Porã (cidade vizinha de Sete Quedas), grupo armado tentou invadir o local para resgatá-lo. Houve troca de tiros e o grupo fugiu.

Com apoio de policiais militares brasileiros, a Polícia Nacional montou cerco na fronteira e após perseguição abordou a Toyota Fortuner ocupada por Washington de França e o filho dele, Luis Antonio.

Os três foram denunciados pelo Ministério Público daquele país como autores da execução de Denis Valenzuela. Eles seguem presos no Paraguai. A denúncia revela que dois veículos foram usados no assassinato de Valenzulea: uma caminhonete preta não identificada e a Toyota Fortuner, que no Brasil é conhecida como SW4.