Suspeito de matar pai na frente da filha é preso por tráfico
19 AGO 2025 • POR Dourados News • 12h30João Henrique Macedo da Silva, principal suspeito de executar Jhelyson Pereira dos Santos na frente da filha de seis meses, em Campo Grande, foi preso na região de fronteira durante uma operação da Polícia Civil. A ação ocorreu na última sexta-feira, dia 15 de agosto, após denúncias anônimas sobre movimentação suspeita em uma propriedade da cidade, onde João e outros três envolvidos mantinham atividades ligadas ao tráfico de drogas.
Além do suspeito, foram presos Carlos Elias dos Santos, Egnaldo Gomes e Claudemir Prado da Silva Júnior. Nos autos, a polícia informa que apreendeu cerca de 2,3 quilos de maconha e 16 quilos de skunk, escondidos em veículos e em pontos estratégicos, além de celulares que poderão ser usados para esclarecer a dinâmica do tráfico e possíveis ligações interestaduais da quadrilha.
Durante audiência de custódia na 2ª Vara Criminal de Ponta Porã, o Ministério Público pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, alegando risco à ordem pública e à instrução criminal. Ssegundo o site Campo Grande News, a juíza Fernanda Giacobo homologou o pedido, destacando que os autuados estavam envolvidos em crimes com pena máxima superior a quatro anos, com indícios claros de autoria e materialidade, e que João Henrique possuía antecedentes graves, incluindo mandado de prisão em aberto pelo homicídio na Capital.
O caso da execução de Jhelyson ocorrida no Bairro Ouro Verde em Campo Grande segue sob investigação da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio e Proteção à Pessoa). À época dos fatos, testemunhas relataram que João Henrique era “sócio” da vítima no tráfico e que o crime foi motivado pelo desaparecimento de uma carga de drogas avaliada em R$ 75 mil, enviada a outros estados.
A juíza determinou ainda que os presos recebam atendimento médico adequado, considerando que João Henrique utiliza bota ortopédica e faz uso de analgésicos, e que Egnaldo Gomes possui diabetes e hipertensão. João foi encaminhado à Penitenciária de Nova Andradina, onde permanecerá à disposição da Justiça, enquanto os demais envolvidos seguem sob custódia em Ponta Porã.
A investigação agora busca confirmar o envolvimento de todos os presos no homicídio e no esquema de tráfico interestadual, além de coletar provas digitais dos aparelhos apreendidos.