Cartão de crédito revelou localização de chefe de cartel mexicano
16 SET 2025 • POR Dourados News • 07h00Um cartão de crédito levou a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), do Paraguai o paradeiro do mexicano Hernán Bermúdez Requena. Conhecido como “El Abuelo” e “Comandante H”, apontado como líder da organização criminosa “La Barredora” e um dos traficantes mais procurados do México.
Ex-policial e ex-secretário de Segurança de Tabasco (estado mexicano), Requena foi preso no último sábado, dia 13 de setembro, em Mariano Roque Alonso, cidade na região metropolitana da capital, Assunção.
Em entrevista nesta segunda-feira (15), o ministro Jalil Rachid, chefe da Senad, disse que o cartão de crédito não está em nome de Hernán Requena, mas fazia parte dos meios de pagamento ligados ao narcotraficante monitorados pela Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
“Ele precisava movimentar certos valores para o dia a dia, pagar aluguel, comprar comida. Fez isso por meio desse cartão de crédito vinculado à investigação e revelou sua localização”, explicou Rachid.
Denunciado por corrupção, tráfico de drogas e uso do cargo para favorecer estruturas criminosas, El Abuelo (O Avô) é ligado diretamente ao Cartel Jalisco Nueva Generación, uma das organizações criminosas mais violentas do México.
Segundo o site Campo Grande News, Jalil Rachid explicou que, em fevereiro deste ano, a Justiça mexicana emitiu mandado de prisão contra Hernán Requena. No dia 5 de março, as autoridades descobriram, por meio do cartão de crédito, que o traficante estava no território paraguaio. Começava ali o trabalho conjunto entre policiais paraguaios e mexicanos para localizá-lo.
Em 23 de julho, o sobrinho de Requena, identificado como Gerardo Bermúdez Arreola, foi preso no Paraguai acusado de ligação com a máfia das apostas ilegais. Foi outro indício da presença de El Abuelo em território paraguaio. Dois dias depois, a Interpol incluiu o traficante na “lista vermelha” dos mais procurados no mundo.
Conforme o chefe da Senad, a investigação revelou que Hernán Requena saiu do México pelo Panamá, de onde veio de avião até o Brasil e entrou ilegalmente no Paraguai pela Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Ciudad del Este.
O narcotraficante segue preso em território paraguaio. Neste domingo (14), ele abriu mão do sistema simplificado de extradição, que o mandaria imediatamente para o México. Com essa medida, Requena retarda a deportação, já que o processo judicial é demorado.