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Justiça mantém 'Maníaco da Cruz' internado em ala do presídio de Campo Grande

27 setembro 2013 - 00h00
Desembargadores da 5ª Câmara Cível, negaram o provimento ao recurso de apelação em relação ao pedido de internação compulsória feita pelo Ministério Público Estadual contra Dionathan Celestrino, 21, o “Maníaco da Cruz”, internado desde julho na ala de Saúde do presídio de Segurança Máxima. Antes de ser transferido, Dionathan ficou internado na ala de psiquiatria da Santa Casa.

O “Maníaco da Cruz”, foi internado após fugir da Unei da cidade de Ponta Porã em março deste ano e ser recapturado um mês depois na cidade paraguaia de Horqueta.

A defesa de Dionathan, argumenta que já houve a penalidade de acordo com o ECA pelos atos infracionais praticados quando menor. Sustenta ainda que o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) é de internação hospitalar e não de encaminhamento à unidade prisional.

O último laudo pericial assinado por quatro médicos psiquiatras, recomenda que Dionathan, seja mantido em regime fechado por apresentar Transtorno de Personalidade Antissocial, conhecido como “psicopatia” e Transtorno de Personalidade Paranóide.

E sua decisão, o relator e desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso, ressalta que, o apelante é tido como pessoa com pouca necessidade de prestar ajuda aos outros, com baixos desejos e sentimentos de piedade, compaixão e ternura, sendo considerado perigoso representando alto risco social e reincidência criminal. Em seu voto, o desembargador lembra que o interditado já empreendeu fuga do estabelecimento educacional onde cumpria sua medida socioeducativa, sendo recapturado no país vizinho Paraguai.

Crimes

Dionathan apreendido em outubro de 2008 em Rio Brilhante, é acusado de matar três pessoas na cidade.

Na época, a delegada Maria de Lourdes, então lotada na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e ao Adolescente (Deaij), explicou que o jovem alegava que suas vítimas estavam no descaminho de seu deus satânico, na qual idolatrava. Então, ele as assassinava, como se fosse um favor.

As vítimas foram o pedreiro Catalino Gardena, 33, a frentista Letícia Neves de Oliveira, 22, e a estudante Gleice Kelly da Silva de 13 anos. No dia 2 de julho de 2008, Catalino, que foi morto com uma perfuração no peito, estava com os braços abertos e os pés juntos. O corpo foi deixado em um terreno baldio, sem a camisa e com a inscrição INRI no peito feita com uma faca.

No dia 24 de agosto, Letícia Neves foi encontrada nua sobre um túmulo do cemitério da cidade, na mesma posição e com uma tatuagem de uma cruz no peito. De acordo com a Polícia Civil, ela foi estrangulada.

Já no dia 6 de outubro, a polícia encontrou o corpo da Gleice Kelly, também estrangulada e na mesma posição. Junto à vítima, havia um bilhete com cruzes e letras soltas que, dentro de possibilidades, formavam a palavra “inferno".

Em setembro, uma possível vítima do ”maníaco da cruz’ identificada como Carla, conseguiu sobreviver, em um “absolvimento” do criminoso. Na época ela teria sido “julgado” a jovem como "pura".

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