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Integrantes de gangue cortejavam jovem que ficou uma semana desaparecida

Integrantes de gangue cortejavam jovem que ficou uma semana desaparecida

04 maio 2012 - 15h40
Regiaonews


Gabriela de Oliveira de Andrade, que por sete dias foi dada como desaparecida e apareceu ontem à tarde na casa dela no Bairro São Bento, namorou L.S.S, o Catucha, jovem com a mesma idade dela,17 anos e estava sendo cortejada por Adriel da Silva, preso por assassinato.

Os dois são ativos integrantes da gangue de jovens e adolescentes que aterrorizam a população do Bairro São Bento, além de manter um conflito histórico com gangues rivais do Bairro Cascatinha. O ex-namorado da garota, o Catucha, tem uma longa ficha policial que inclui assaltos, tentativas de homicídio e lesão corporal.

Ele é suspeito de envolvimento e autoria de crimes cometidos não só em Sidrolândia, mas também em cidades da região. Ultimamente Gabriela vinha sendo cortejada por Adriel da Silva, comparsa de Catucha. Da cadeia ele lhe enviou uma carta na qual se declarou apaixonado e mostra interesse em namorá-la, desde que ela tivsse terminado seu relacionamento com “Catucha”, a quem chama de parceiro.

Adriel está preso desde o dia 12 de agosto do ano passado. No dia 05 de agosto de 2011, matou com um tiro Renan Cícero, um rapaz de 22 anos. O crime foi cometido por volta das 19h30, em frente do ginásio de esporte, enquanto se realizava a abertura dos jogos escolares.

Ele estava em companhia de Catucha. Adriel fugiu para Cascavel, cidade no interior do Paraná, onde foi preso uma semana depois. A mãe de Gabriela, a professora Claudia Oliveira, encontrou no quarto da jovem, três cartas. Uma das correspondências é justamente a que foi escrita por Adriel na qual além de se dizer apaixonado pela moça, relembra o dia em que a conheceu, as tardes que passaram (junto com Catucha, na época namorado da garota), ouvindo rap e tomando tereré.

O histórico policial de Catucha é também variado. Ano passado, por exemplo, ele foi apreendido em Nioaque, acusado de integrar uma quadrilha com outros seis marginais. O grupo foi acusado de praticar assaltos em Nioaque e Bonito.

No primeiro semestre de 2011 permaneceu 45 dias numa das celas da delegacia de Sidrolândia onde saiu jurando matar não só os inimigos das facções rivais, mas os próprios policiais. No dia 03 de março, o adolescente e dois comparsas tentaram matar Antônio Edson Pereira das Graças. Edinho, mesmo atingido por três projéteis (dois na cabeça e o terceiro na perna) não morreu.

Até a chegada do socorro médico, o rapaz se escondeu na casa de dona Izolina Freitas. Segundo a versão da vítima, Catucha, Rogério Pereira da Silva e João Carlos de Lima, entraram atirando quando estava jogando sinuca num bar na Rua General Osório.

João Carlos foi acusado de ter matado quatro dias antes, no dia 27 de fevereiro, Luciano Pereira Nantes, morto com um tiro na barriga na madrugada do dia 27 de fevereiro. O crime aconteceu na Rua Doutor Costa Marques. Catucha, João Carlos e Rogério, foram presos no dia 13 março no Assentamento Alambari, a 70 quilômetros do centro da cidade, enquanto pescavam.

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