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DOURADOS

Testemunha de execução no Jardim Europa destruiu celular e apresentou versões contraditórias

09 julho 2021 - 10h30Por Dourados News

A testemunha principal do assassinato de Junior Silva Bonato, de 41 anos, foi detida em flagrante na quinta-feira (9), por suspeita de envolvimento no crime. O homem estaria no local quando a vítima foi atingida com 11 disparos de pistola 9 milímetros.

O crime ocorreu na Rua Orestes D’Ávila Lima, no Jardim Europa, em Dourados. Informações iniciais apontavam que essa terceira pessoa teria sido trancada em um banheiro da empresa quando a vítima foi morta, porém, investigações indicam que há vários indícios da sua participação.

De acordo com o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Erasmo Cubas, o indivíduo teria relatado que o seu celular havia sido levado pelo atirador, mas após quase 10h de depoimento, confessou que o telefone estava com uma pessoa da família.

A equipe foi até dois locais indicados e não encontrou o aparelho, o que levantou suspeitas, sendo encontrado no terceiro local, na MS-156, Distrito Industrial. O telefone estava quebrado, sem condições de ser acessado. À polícia, o homem disse que destruiu o celular por causa de conteúdos pessoais.

Outro fator que levantou suspeita foram as versões contraditórias do homem, que até então era tido apenas como testemunha do caso, uma vez que estaria na empresa, segundo ele, trancado dentro do banheiro de onde ouviu os disparos.

Entretanto, no local do crime, ele teria dito, inclusive para policiais, que o autor ficou cerca de 1h30 debaixo de um pé de manga esperando a vítima, e após isso teria o feito de refém. Já na delegacia, ele disse que foi rendido assim que o atirador chegou.

O indivíduo está autuado em flagrante pelo homicídio e fraude processual. Também será representada uma medida cautelar contra ele. Além disso, já há informações sobre o executor do crime.

Conforme o delegado responsável pelo caso, a polícia trabalha com três linhas de investigações sobre as motivações do crime, mas nenhuma pode ser relevada até o momento. 

O caso foi registrado como “Furto, homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe”; “Homicídio qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”; e “Fraude processual, se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal, ainda que não iniciado, as penas aplicam-se em dobro”.

Crime

Conforme informado pelo Dourados News, Junior Silva Bonato, 41, foi morto com 11 tiros na noite da quarta-feira (7). O atirador fugiu em uma SW4 que estava no pátio da empresa, que foi abandonada posteriormente na Rua Gaspar de Alencastro, região da Vila Rosa.

Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News

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