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Governo Dilma 'politiza tudo', diz governador do Paraná

Governo Dilma 'politiza tudo', diz governador do Paraná

08 dezembro 2012 - 12h50
Folha de São Paulo

Líder emergente no PSDB e amigo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governador do Paraná, Beto Richa, diz que o governo federal está "politizando qualquer assunto" desde o fim da campanha eleitoral deste ano.

Em entrevista à Folha, Richa saiu em defesa dos Estados que não aderiram à renovação dos contratos de concessão do setor elétrico, proposta pelo Planalto.

Para ele, o governo federal tem tirado receitas e "enfraquecido sistematicamente" Estados e municípios. Chamou Aécio de "pré-candidato", disse que torce pela união entre o tucano e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) e defendeu um novo pacto federativo, além da distribuição dos royalties do pré-sal --numa prévia do discurso tucano em 2014

Folha - FHC e Sérgio Guerra lançaram o senador Aécio Neves à Presidência. O PSDB acerta em antecipar a escolha?

Beto Richa - Sim. Há um grande espaço que deve ser ocupado por um candidato de oposição. O Aécio se encaixa bem nesse perfil.

Avalia ser possível uma aproximação com o PSB de Eduardo Campos?

É viável. O Eduardo Campos é um excelente nome. Se houvesse a união das oposições em torno dele e do Aécio, seria uma candidatura forte. Sei que eles têm se falado. Torço por isso. O importante é que haja um namoro, e depois discutir quem seria o cabeça de chapa.

Aécio fez pronunciamentos incisivos contra o governo federal esta semana. Ele está certo ao ir nessa linha?

Está certo. Inclusive [a mudança no setor elétrico] é um bom assunto para ele se pronunciar. É uma barbaridade do governo federal. Como também discordo do veto à distribuição dos royalties do pré-sal. Temos assistido o governo federal enfraquecer sistematicamente

Estados e municípios, tirando receitas. Parece que querem Estados e municípios cada vez mais dependentes, de pires na mão.

A mudança da tarifa de energia gerou reação dura do governo federal e dos Estados governados pelo PSDB. 2014 já começou?

Era esperado que, depois das eleições municipais, já se iniciasse a campanha de 2014. Agora, qualquer assunto eles [governo federal] estão politizando. Disseram que os Estados foram insensíveis ao não aderirem à medida do setor elétrico. É o contrário. Estão tirando recursos da segurança, educação, saúde e desorganizando todo o setor elétrico.

O sr. falou de royalties. O Paraná irá ao Congresso pedir o veto do veto?

Vamos nos somar aos outros Estados. Acho injusto, porque o petróleo é uma riqueza nacional. Por que os benefícios ficam só com três Estados, e os investimentos com todos os brasileiros? Concordo que deve haver compensações. Mas será trabalho árduo, porque o governo vai jogar pesado nisso, por interesse político. Eles têm um reduto forte no Rio de Janeiro.

O sr. tem sido criticado por lentidão das ações de seu governo, e já disse que vai mudar secretários em janeiro.

Ainda não está no ritmo que gostaria. Mas é bom em função das condições em que eu recebi o Estado. Acho que ainda pecamos na divulgação. Os petistas, nossos adversários, são experts nisso.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que o PSDB está sendo coadjuvante no Paraná e que a derrota na eleição em Curitiba foi um "castigo merecido".

Não quero polemizar com ele. Ele tem cumprido um bom papel lá em Brasília. Em relação ao Paraná, ele tem a opinião dele e eu, a minha. O PSDB foi o partido que mais elegeu prefeitos no Estado.

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