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Assentados recepcionam superintendente do Incra com queixas de sempre

17 dezembro 2012 - 16h00
Regiaonews



A visita do superintendente regional do INCRA, Celso Cestari, a sede do Assentamento Eldorado, acabou frustrando boa parte das famílias que foram recepcioná-lo. A ausência do senador Delcidio do Amaral, que teve sua participação no ato anunciada previamente, também serviu para quebrar o entusiasmo com a presença de Cestari.

A anunciada inauguração de 269 casas não é exatamente uma novidade. São moradias que estão prontas há mais de dois anos, insuficientes para encobrir a lentidão com que o projeto habitacional conduzido pelo INCRA no maior assentamento de Sidrolândia, com mais de 2 mil famílias. Muitas delas, ainda morando em barracos.

O curioso é que pelas contas do INCRA, em seis anos, foram investidos R$ 9,3 milhões no projeto habitacional. No sábado, foi assinada uma parceria com a Caixa Econômica Federal. Serão liberados R$ 3,5 milhões para a conclusão de 506 casas do Eldorado, uma media de R$ 7 mil por unidade habitacional.

Quem teve recursos, construiu sua moradia por conta própria, sem a orientação de profissionais da construção civil. É o caso de José Pedro Ferreira, o Jota do Núcleo Alambari/CUT, que reúne 153 famílias, beneficiadas semana passada por uma patrulha mecanizada adquirida pelo Governo do Estado com recursos do Ministério da Agricultura e Abastecimento.

Ainda sem acesso ao crédito do Pronaf, Jota comprou 14 vacas leiteiras e sobrevive da produção leiteira. No início do mês o vendaval destelhou sua casa que ele cobriu com Eternit porque as telhas romanas prometidas pelo INCRA não foram entregues.

A falta de água é outro problema crônico. Desde julho do ano passado a Enersul interrompeu o fornecimento de energia para o poço que atendia várias regiões do Eldorado. As famílias, que dividiam a conta, pararam de pagar e hoje acumulam uma divida de R$ 13 mil com a distribuidora de energia. Quem não conseguiu abrir um poço é obrigado a pagar até R$ 25,00 pelo “frete” da água que fica até 6 quilômetros de distância, no açude existente na sede do assentamento.

Mesmo entre as 438 famílias que receberam DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), muitos não têm ainda a casa pronta. O casal Maria Célia e Nelson e dona Ramona, enfrentam esta situação. A assentada ainda sofre com a falta de água em seu lote. Hoje ela tem que pagar R$ 25,00 a cada dois dias, para um vizinho que tem carro trazer água de uma distância de seis quilômetros.

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