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Brigas da 'era Antônio Carlos' atrapalham o Palmeiras de Felipão

15 setembro 2011 - 15h40
Rixa entre Sérgio do Prado e Galeano segue tumultuando ambiente da Academia de Futebol desde 2010

IG

Uma briga entre o gerente administrativo Sérgio do Prado e o coordenador técnico Marcos Aurélio Galeano, que começou no início de 2010, quando Antônio Carlos Zago ainda era o técnico, atrapalha até hoje o Palmeiras.

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O iG apurou que, mais de um ano depois do entrevero, os dois funcionários não se entendem e a rixa acabou atrapalhando bastante o ambiente da Academia de Futebol, deixando os trabalhos técnicos em segundo plano e tirando o técnico Luiz Felipe Scolari do sério.

Por vezes, Felipão chega irritado aos vestiários e acaba descontando nos atletas. A relação entre os jogadores e Galeano também não é boa, assim como a do coordenador com outros funcionários do futebol.


O início da era Galeano e da rixa
Galeano, aliás, foi contratado logo na chegada de Antônio Carlos Zago. O ex-jogador era funcionário da Traffic e tinha relação quase diária com o Palmeiras. Após a queda de Muricy Ramalho, Galeano assumiu a função que era de Toninho Cecílho, que também caiu após a saída do então tricampeão brasileiro.

A briga começou mesmo no dia 21 de abril de 2010, quando o Palmeiras arrancou o empate com o Atlético-PR aos 43 minutos do 2º tempo, com gol de Lincoln, na Arena da Baixada. O resultado deu ao clube o direito de avançar para as quartas de final da Copa do Brasil. Logo após o triunfo, Zago liberou todo o elenco e comissão técnica para uma grande festa no Paraná. Sérgio do Prado não aprovou a situação, mas preferiu deixar de lado, uma vez que o clima era bom por causa da classificação.

No dia 27 de abril, o Palmeiras contratou Leandro Amaro e o zagueiro passou a fazer parte dos planos do treinador para a fase seguinte da Copa do Brasil. A inscrição ficou a cargo de Sérgio do Prado, mas a burocracia da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) atrapalhou e o atleta ficou fora. No dia 5 de maio, o time acabou eliminado errando quatro pênaltis e Zago deu entrevistas públicas criticando o gerente administrativo, que ficou bastante incomodado com a situação.

Após esse episódio, Zago passou a mudar várias ordens que eram dadas por Sérgio do Prado e a interferir em áreas que, até então, pertenciam apenas à alçada do gerente do clube. Galeano “comprou” a briga do treinador e também passou a bater de frente com Sérgio.

Baladas no Rio de Janeiro e briga no ônibus
Dez dias depois, no dia 16 de maio, o Palmeiras fez um péssimo jogo contra o Vasco, que seria o último de Zago à frente da equipe.

Logo após, parte do grupo que era formada por atletas evangélicos pediu dispensa para participar de um ritual em São Paulo. Foram atendidos. O restante, que voltaria para a capital apenas no dia seguinte, pediu dispensa para festejar, apesar do 0 a 0 em São Januário, e também conseguiu a folga, desde que todos estivessem de volta às 2h.

Vários atletas não cumpriram o combinado e chegaram ao hotel bêbados, com garotas de programa. Toda a cena foi gravada por câmeras de segurança do estabelecimento.

Sabendo de todo o problema, Sérgio do Prado exigiu relatórios, cumprindo ordens de seu superior Seraphim Del Grande, então integrante da diretoria de futebol. Galeano tentou acobertar o caso, para proteger Zago e os jogadores e precisou bater de frente com Prado. No ônibus, Zago deu uma bronca no grupo. Robert, que não gostou do tom, retrucou. A história chegou à imprensa, e o treinador acabou demitido.

Galeano e Zago, naquele momento, tiveram certeza que tudo havia vazado via Sérgio do Prado. O coordenador técnico chegou a ser colocado como demitido do quadro de funcionários, mas a decisão foi revogada a pedido do então vice-presidente de futebol, Gilberto Cipullo, que não queria perder o funcionário para evitar o acúmulo de funções em cima de outra pessoa.

O início da era Felipão
Em seguida, Cipullo e Galeano viajaram para Portugal para iniciar negociações com Luiz Felipe Scolari. Os dois ficaram cerca de dez dias na Europa e conseguiram a contratação do pentacampeão. Com a chegada de Felipão à Academia, Galeano ganhou força e passou a explicar para o treinador que Sérgio do Prado não era de confiança, assim como alguns outros funcionários que trabalham com o futebol.

Na mudança de gestão, quando Arnaldo Tirone passou a ser presidente, e Roberto Frizzo, vice de futebol, Felipão e Galeano viram a chance de afastar Sérgio do Prado. Começaram os insistentes pedidos para que o funcionário fosse demitido, mas sempre a determinação parava nas mãos de Frizzo, que barrou a mudança. Isso irritou bastante a dupla.

Aproveitando a situação, a ala política do clube que não gosta de Frizzo no poder e também não apoia Sérgio do Prado aproveitou para começar o processo de fritura da dupla. As críticas começaram, até resultarem no rompimento do grupo de Mustafá Contursi com o presidente Arnaldo Tirone.

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