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Idosa leva golpe de inquilino e se depara com 110 caixões

Idosa leva golpe de inquilino e se depara com 110 caixões

20 fevereiro 2012 - 15h20
G1


Uma idosa de 82 anos, que mora em Quarto do Centenário, no noroeste do Paraná, levou um golpe de um inquilino após alugar um salão comercial. Seis anos depois, ela afirma não saber o que fazer com os 110 caixões que foram abandonados pelos antigos locatários.

"Estamos tentando vender para cobrir o prejuízo do aluguel. Eu até ofereci um de graça para quem comprar tudo de uma vez, mas ninguém quer saber da mercadoria", brinca Senhorinha Cardoso de Oliveira.

A história começou em 2006 quando uma família de Foz do Iguaçu, na região oeste, omitiu que pretendia alugar um espaço para o funcionamento de uma funerária. "Quando eles nos procuraram, falaram que queriam alugar o salão para montar um brechó com roupas importadas. Minha mãe achou interessante e fechou o contrato para um ano de aluguel", conta a filha Cleuza Alves de Oliveira.

Cleuza explica que foi a partir daí que a confusão começou. "Eles pagaram o primeiro mês e desapareceram. Quinze dias depois, durante a madrugada, acordamos com um barulho. Quando fomos ver, eles estavam lotando o salão de caixões, eu não lembro direito, mas eram aproximadamente 170. Largaram tudo lá e sumiram denovo. Algum tempo depois voltaram para buscar um pouco, mas ainda deixaram 110", relata a filha.

Quatro anos depois, na tentativa de desocupar o salão e recuperar o prejuízo do aluguel atrasado, a aposentada foi até Foz do Iguaçu para procurar o casal, que até então estava desaparecido.

"Com muito custo, minha mãe conseguiu encontrar a família. Eles disseram que a funerária havia falido e que não tinham como pagar os atrasados e muito menos retirar os caixões do espaço. Como tinha uma outra família que queria alugar o salão, nós tiramos os caixões de lá e levamos para uma casa da família", acrescentou a filha.

"Seis anos depois ainda não conseguimos nos livrar dos 'benditos' caixões. Pelo menos metade deles já está deteriorado. O mínimo que nós queremos é recuperar o prejuízo do aluguel. Depois disso (...) quem quiser pode levar", finaliza Cleuza.

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