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Mãe de brasileira morta no Japão ganha passagem e pretende buscar netas

06 janeiro 2016 - 08h15
Por meio de doação anônima, Maria Aparecida Amarilha Scardin, mãe de brasileira morta no Japão, ganhou a passagem aérea do Brasil para o país asiático para buscar as netas de três e cinco anos que estão em um abrigo.

De acordo com informações do G1, agora ela aguarda o passaporte e o visto emergencial para embarcar. "Quero trazer minhas netas pra ficarem comigo. Fiquei sabendo que o avô paterno quer a guarda dela, mas eu sou a mãe da mãe delas, então acho que elas devem ficar comigo e quero isso. Ganhei, não sei de quem, as passagens de ida e volta de Guarulhos (SP) até o Japão, agora quer ver se consigo ajuda pra comprar a passagem daqui até São Paulo. Estou resolvendo uma pendência para tirar o visto emergencial, mas acho que deve sair ainda essa semana", explicou.

A campo-grandense Akemy Maruyama, de 27 anos, foi encontrada morta em apartamento no Japão, no dia 30 de dezembro. Outro corpo, ainda não identificado, também foi encontrado no local e Maria Aparecida acredita que seja a outra filha, irmã de Akemy, Michelle Maruyama, de 29 anos, já que as duas moravam juntas. O suspeito do crime é um peruano, ex-marido de Akemy, e está preso.

A polícia japonesa aponta que, depois de matar as duas mulheres, o autor do crime espalhou o combustível para atear fogo no apartamento e eliminar possíveis vestígios.

Maria Aparecida disse que Akemy morava no Japão há uma década e que não a via há seis anos. Akemy deixou duas filhas, que tinha com o peruano suspeito das mortes. Desde que soube das mortes, a Maria Aparecida está tirando o passaporte emergencial para conseguir o visto e embarcar para o Japão e pedir guarda das netas.

Mesmo antes de chegar ao país asiático, Maria Aparecida diz que está recebendo ajuda de amigos das filhas mortas. "Essas pessoas que conheciam minhas filhas lá estão me ajudando muito, já me ofereceram hospedagem enquanto eu precisar ficar lá para resolver a questão das minhas netas. Sou muito grata por toda a ajuda que estou recebendo", ressaltou.

Ainda em depoimento ao G1,Maria lembrou que o peruano tinha comportamento agressivo e chegou a agredir outra neta em 2014, filha de Akemy. A criança, na época, com 9 anos, foi tirada da guarda da mãe e levada para o abrigo até ser trazida pela avó para o Brasil, onde hoje mora com o pai. A mãe de Akemi diz que a filha foi casada seis anos com o peruano, mas estava separada havia três meses. Ela também contou que o ex-companheiro fazia ameaças, mas a filha não acreditava que ele seria capaz de cumprir.

O Consulado Geral do Brasil em Nagoia informou que acompanha o caso. Segundo o consulado, a família está recebendo apoio. O Ministério de Relações Exteriores informou que por questões de privacidade da família, não pode dar mais informações.

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