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Primeiros 10 anos de carreira são essenciais para os jovens, diz estudo

22 janeiro 2016 - 11h00Por G1
Estudo da revista The Economist sobre a geração Y mostrou que os primeiros 10 anos de carreira são essenciais para o desenvolvimento profissional dos jovens, já que esse é o período em que eles desenvolvem as habilidades sociais que não foram ensinadas na escola como consciência, pontualidade e trabalho em equipe.

Quanto mais tempo as pessoas passam sem trabalhar, mais sua autoconfiança se atrofia e menos eles aparecem para os empregadores em potencial. Tudo isso torna mais provável que essa pessoa desista e tenha um emprego de subsistência.

Esse efeito "cicatriz" é pior se a pessoa que está desempregada é jovem, porque é nesse momento que os hábitos de trabalho se tornam enraizados. Thomas Mroz da Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill e Tim Savage da Welch Consulting, descobriram que alguém que fica desempregado por meros 6 meses aos 22 anos de idade vai ganhar 8% menos quando chegar aos 23 anos.

"Os primeiros 10 anos são essenciais. Eles modelam as carreiras no longo prazo", afirmou Stefano Scarpetta da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Cerca de 16% dos jovens brasileiros e 63% dos jovens sul-africanos estão desempregados. Globalmente, a média de desemprego juvenil é de 13%, a de adultos é de 4,5%. Os jovens também estão mais propensos a ter trabalho temporário, mal pago ou um emprego precário.

Paul Gregg e Emma Tominey, da Universidade de Bristal, descobriram que os homems que estavam sem emprego durante a juventude ganham entre 13% e 21% menos aos 42 anos em comparação com quem estava empregado.



Segundo pesquisas de David Bell, da Universidade de Stirlingand, e David Blanchflower, do Dartmouth College, as pessoas que estavam desempregadas perto dos 20 anos são menos felizes do que o esperado aos 50 anos.
O estudo avalia os obstáculos enfrentados pela geração Y e analisa como o mundo será quando eles estiverem no 'controle'. O levantamento utilizou dados da Ásia, África, América e Europa sobre carreira, educação, mobilidade, família e violência.

Trabalho

Normas rígidas no ambiente de trabalho também impactam mais os profissionais mais jovens do que os mais velhos. Profissionais sem experiência acham difícil demonstrar seu valor para a empresa e quando as companhias percebem que não podem se livrar de insucessos, elas ficam relutantes na contratação. Esse cenário é especialmente real quando a economia não está bem e eles têm que suportar o enorme custo fixo dos empregados fixos mais velho, que foram contratados em tempos melhores.

Na Zona do Euro, Grécia, Espanha e Itália possuem regras que encorajam pessoas de dentro e desencorajam pessoas de fora. Suas taxas de desempregos entre os jovens são, respectivamente, 48%, 48% e 40%.

Os países em desenvolvimento também apresentam mercados rígidos. A África do Sul mistura um estilo europeu de trabalho com proteções, com extrema preferência racial. As empresas devem favorecer os candidatos negros, mesmo que não qualificados, desde que possa adquirir, em um prazo razoável, a capacidade de fazer o trabalho.

Na próxima década, mais de 1 bilhão de jovens devem entrar no mercado de trabalho global e somente 40% deve trabalhar em posições que existem atualmente, estima o Banco Mundial. Cerca de 90% dos cargos serão criados pelo setor privado.

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