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Shell aumentará diesel em 6% nos postos, diz Fecombustíveis

13 julho 2012 - 14h10
Folha.com

A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis) informou que a Shell avisou que vai repassar integralmente o aumento de 6% sobre o preço do diesel para os seus postos de abastecimento, e não 4% como previu a Petrobras ontem em um comunicado.

A Petrobras anunciou ontem que irá reajustar em 6% o diesel nas refinarias --é o segundo reajuste em menos de um mês.

Ao divulgar o aumento de 6% do diesel ontem à noite, a Petrobras afirmou que o impacto ao consumidor seria de 4% os postos, mas não explicou o motivo e nem especificou se esse seria o repasse no postos da empresa, que controla a BR Ditribuidora --a maior do país.

A Fecombustíveis não soube informar sobre o procedimento das demais distribuidoras em relação ao aumento.

Segundo cálculos da Fecombustíveis, a alta de 6% para o diesel nas refinarias incrementaria o preço de custo para os postos em 4% nos estados que adotam tributação com base no PMPF (Preço Médio Ponderado a Consumidor Final) e em 5% naqueles que utilizam o regime MVA (Margem de Valor Agregado) --Bahia e São Paulo.

"Importante frisar que o reajuste real nas bombas dependerá da alta repassada pelas distribuidoras, de quem, por lei, os postos estão obrigados a comprar todo combustível comercializado", informou a entidade.

A Fecombustíveis destacou que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada distribuidora e posto revendedor decidir se irá repassar ou não ao consumidor os maiores preços, bem como em qual percentual, de acordo com suas estruturas de custo e de forma a remunerar adequadamente seus investimentos.

SÃO PAULO

O Sincopetro (sindicato dos postos do Estado de São Paulo) também disse que o repasse será de 6%.

"Que vai aumentar mais de 6%, ninguém tem dúvida disso", diz José Alberto Paiva Gouveia, presidente do sindicato. "Nós não temos mais condição de absorver mais nada de reajuste nos postos. O que vier de aumento da distribuidora, nós vamos repassar".



DEFASAGEM INTERNACIONAL

Antes do reajuste, estudo do Centro Brasileiro de Infraestrutura divulgado na quinta apontou que a defasagem de preço do diesel vendido pela Petrobras em relação às refinarias dos EUA chegava a 23%. No caso da gasolina, a defasagem é de 14,7%.

Os dados foram calculados com base na cotação do petróleo e do câmbio de ontem.

"A defasagem do diesel é o grande problema da Petrobras, maior mesmo que o problema da gasolina", disse o diretor do centro, Adriano Pires. "A economia do Brasil é movida a diesel."

IMPORTÂNCIA DO COMBUSTÍVEL

O diesel é o produto com maior participação no faturamento da Petrobras: cerca de 27% da receita total da estatal, segundo a corretora Planner.

Para atender à crescente demanda interna por combustíveis, a companhia importa combustível --tanto diesel quanto gasolina-- pelo preço internacional e revende a preços mais baixos no país.

De acordo com a corretora, o prejuízo chega a R$ 17,4 bilhões por ano. "Estimamos ainda que esta perda de receita tenha um impacto de R$ 2,4 bilhões no lucro líquido por ano da companhia", disse a Planner.

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