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Tragédia na Região Serrana do Estado do Rio completa 1 ano

Tragédia na Região Serrana do Estado do Rio completa 1 ano

11 janeiro 2012 - 14h00
G1

A maior tragédia natural da história do Brasil em número de vítimas completa 1 ano nesta quinta-feira. Foi na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011 que um forte temporal de longa duração atingiu a Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, deixando um rastro de destruição e 905 pessoas mortas.

Os municípios mais afetados pela tragédia foram Nova Friburgo e Teresópolis, com 426 e 382 óbitos, respectivamente. Petrópolis (71), Sumidouro (21), São José do Vale do Rio Preto (4) e Bom Jardim (1) foram as outras cidades que também registraram mortes por causa das chuvas.

O temporal que atingiu a Região Serrana do Rio foi tão intenso que, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação meteorológica do centro de Teresópolis registrou 124,6 mm de chuva só no dia 12 de janeiro. A quantidade foi quase a metade da média histórica para aquele mês na região – 290,4 mm –, medida desde 1913.

Desaparecidos

Um ano depois da tragédia, o Programa de Identificação de Vítimas (PIV) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) ainda possui 215 comunicações de desaparecimento na Região Serrana, sendo 137 apenas em Teresópolis. A lista contém informações registradas por parentes e amigos de vítimas.

De acordo com o promotor Pedro Borges Mourão, coordenador do PIV, os casos até hoje são checados. Segundo ele, neste um ano de trabalho, aconteceram casos onde um corpo foi reconhecido por mais de uma família como sendo de um parente.

“Muitas pessoas acham que é simples fazer um teste de DNA, mas não é. Imagine pegar uma amostra de sangue em um corpo sujo de terra, lama. Às vezes, é preciso amplificar a amostra diversas vezes”, informa o promotor.

Segundo Mourão, algumas situações inesperadas também acontecem. Um homem que havia sido declarado desaparecido por familiares, por exemplo, foi encontrado vivendo em outro local. “Ele não voltou para casa porque abandonou a família. No geral, o trabalho é volumoso e delicado. Não podemos errar e declarar que uma pessoa está morta sem estar”, afirma.

Chuva rara

Um estudo da Coordenação de Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) concluiu que a chuva que atingiu a Região Serra fluminense pode levar aproximadamente 500 anos para ocorrer novamente.

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