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Com epidemia de dengue e casos de microcefalia, MS está em "guerra"

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, Exército e policiais podem integrar ações

03 dezembro 2015 - 11h03Por Fonte: correiodoestado
Com 34,4 mil notificações de dengue desde o início do ano, pelo menos 10 casos de microcefalia - doença que tem relação com o Zika vírus que é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue - em investigação e com Campo Grande em estado de epidemia, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou nesta quinta-feira que vai iniciar uma guerra contra o Aedes aegypti.

De acordo com o governador, uma força-tarefa será criada, sob orientação do Ministério da Saúde, para que os criadouros do mosquito sejam eliminados e tanto a dengue quanto o Zika vírus diminuam de intensidade.
Uma das ações será contratar mais agentes de saúde, no entanto, os profissionais são vinculados às prefeituras. “Vamos fortalecer o número de agentes”, disse Azambuja sem detalhar se repassará recurso para os municípios.

A mobilização da sociedade também deve será alvo de campanhas do Governo. “É uma guerra com engajamento da sociedade, Exército, policiais, governo, Marinha e Aeronáutica”, disse Azambuja.
Ainda hoje, o secretário de saúde Nelson Tavares deve comandar reunião para definição dos detalhes da força-tarefa.

Um encontro no Comando Militar do Oeste também deve acontecer nos próximos dias entre o Exército e a prefeitura para auxílio de militares nas ações em Campo Grande.
“Essa é uma das piores endemias dos últimos séculos. Teremos que estar todos engajados”, completou o governador.

NÚMEROS

Os 34,4 mil casos notificados de dengue causaram a morte de 16 pessoas neste ano no Estado, só em Campo Grande e Dourados foram três óbitos em cada cidade.
Dos 79 municípios, apenas Batayporã e Dois Irmãos do Buriti têm baixa incidência da dengue. Em sete cidades a incidência é média e na grande maioria, 70 municípios, a incidência de infestação é alta.

Além da dengue, o mesmo mosquito transmite também o Zika vírus, que tem relação com casos de microcefalia registrado em todo o país. Só na região de Dourados, a Secretaria Estadual de Saúde investiga 10 casos de bebês que nasceram com o crânio menor que o normal.

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